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sexta-feira, 5 de março de 2021

História em quadrinhos plurilíngue retrata língua indígena de sinais de forma inédita

Por Jéssica Tokarski     4 de março de 2021 - 8h18 - UNIVERSIDADE DO PARANÁ

 

Veja esse conteúdo em Libras

A história em quadrinhos (HQ) produzida por Ivan de Souza retrata, de forma pioneira, a língua indígena de sinais utilizada pelos surdos da etnia terena. A obra tem o propósito de fortalecer o reconhecimento e a preservação das línguas de sinais indígenas e é apresentada em formato plurilíngue, sinalizada também na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

A comunicação por meio da língua materna é importante pois ajuda a manter viva a cultura, a identidade e a história dos povos indígenas. Nas aldeias da etnia terena, localizadas principalmente no estado de Mato Grosso do Sul, a língua oral terena é amplamente utilizada. Os surdos dessa etnia também se comunicam com sinais diferentes dos pertencentes ao sistema linguístico utilizado pelos surdos no Brasil (Libras). Após diversas pesquisas, especialistas concluíram que esses sinais constituem um sistema autônomo, chamado língua terena de sinais.

O Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos ou Dia do Quadrinho Nacional é comemorado anualmente em 30 de janeiro. A data tem o objetivo de valorizar, enaltecer e reconhecer as histórias em quadrinhos brasileiras enquanto gênero literário.

domingo, 17 de setembro de 2017

O Guarani e Sepé em quadrinhos


O Guarani é um romance de José de Alencar  publicado em folhetim em 1857, o romance é uma alegoria sobre a formação do povo brasileiro, contando a história do bravo índio goitacá Peri, que se apaixona pela portuguesa Cecília, chamada de Ceci, Peri representa o tropo do bom selvagem, conceito surgido no século XVII, o bom selvagem é aquele que não foi corrompido pela civilização, nesse caso, os indígenas, um exemplo de bom selvagem na cultura pop é o Tarzan dos filmes estrelados por Johnny Weissmuller, diferente da visão dos livros de Edgar Rice Burroghs, onde Tarzan, mesmo sem contato com a civilização, tem características de um aristocrata.

O romance é o primeiro da trilogia indianista do autor, seguido por Iracema (1865), que também trata de um romance entre dois povos, embora nessa, os gêneros tenham sido trocados, Iracema é índia da tribo dos tabajaras que se apaixona por Martim, o homem branco. O último romance é Ubijara (1874) e se passa antes da colonização portuguesa.



O Guarani foi o romance brasileiro mais adaptado para os quadrinhos, talvez por suas doses de aventura, tenha sido escolhido para ser um Tarzan brasileiro, ainda assim, não seria considerado um tarzanide, esses personagens seriam homens da civilização que vão parar em ambientes selvagens, sejam eles adultos ou crianças, Peri era um índio e não um homem que aprendeu a sobreviver na Floresta.

A primeira adaptação para os quadrinhos foi feita por Francisco Acquarone, Aquarone foi um quadrinista surgido depois da implementação dos modelos de jornais infanto-juvenis por Adolfo Aizen em 1934 com o Suplemento Infantil (depois chamado de Juvenil), que trouxe o modelo das tiras de aventura, Aquarone adaptou O Guarani em 1937 para o Correio Universal da Livraria Civilização, curiosamente, no mesmo ano, Oswaldo Storni adaptou uma história de Tarzan na revista O Tico-Tico. Também no mesmo ano, Acquarone adaptou outra história de José de Alencar, As minas de prata, publicada nas páginas do O Globo Juvenil.

 Em 2017, 70 anos após a publicação da adaptação e 160 anos após a publicação do romance, o Senado Federal brasileiro publicou uma edição fac-símile dessa adaptação, a edição impressa foi vendida a ao preço de R$ 10,00, contudo, já está esgotada a edição baixada gratuitamente no site do Senado Federal, a edição usada foi cedida por Athos Eichler Cardoso, autor do livro Memórias d'o Tico-Tico: Juquinha, Giby e Miss Shocking, publicado em 2009 e organizador do álbum As aventuras de Nhô-Quim & Zé Caipora : os primeiros quadrinhos brasileiros 1869-1883 publicado em 2002, ambos também editados pelo Senado Federal e também disponíveis para download gratuitamente nos links.

Sepé Tiajaru (1723-1756) foi um índio um índio guarani, que embora catequizado, liderou uma revolta indígena contra portugueses e espanhóis.

Em 2010, a Câmara Federal publicou a HQ Sepé Tiaraju – O Índio, o Homem, O Herói, roteirizado por Luiz Gatto,  ilustrada por Plínio Quartim com arte-final do próprio Quartim, Mateus Zanon, Bruno Primo e Pedro Ernesto a HQ foi distribuída gratuitamente em escolas de todo o país e também disponibilizada para download gratuitamente.

Teaser da HQ

A história de Sepé havia sido adaptada por Flávio Colin em 1963 para a CETPA (Cooperativa Editora e de Trabalho de Porto Alegre), uma editora e syndicate (empresa que distribuí passatempos e tiras de jornal) que defendia a nacionalização dos quadrinhos.  Fontes: Tiras Memory e Universo HQ
Links úteis

O Guarani - romance completo no site Wikisource
O Guarani - TV Tropes
Romantismo no Mundo
O Guarani em quadrinhos -1937
O dia em que Iracema conquistou Tarzan
Outras adaptações de romances de José de Alencar - Blogue da BD

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

HERÓIS DA DC COMICS GANHAM VERSÕES INDÍGENAS

Por Ayrton de Oliveira - MAPINGUA NERD
Superman, Mulher-Maravilha e Batman são algumas das figuras heroicas mais famosas do mundo. Com o filme da Liga da Justiça chegando, fãs do mundo inteiro esperam ansiosos para que possam ver a trindade novamente em ação nas telonas. Em Manaus, um artista resolveu reimaginar os personagens da DC Comics em versões indígenas que ficaram sensacionais.
Tamie Gedelha desenhou a personagem Supergirl de uma maneira diferente, e então teve a ideia de acrescentar alguns novos traços e fazer uma versão indígena brasileira. Quando compartilhou a imagem em sua página no Facebook, viu que a repercussão foi tão boa que decidiu fazer o mesmo com a santíssima trindade da DC.


Mesmo tendo escolhido retratar os heróis da DC, o artista se apressa em explicar que não tem preferência: “Sou fã da DC assim como sou fã da Marvel. Não vou nessa de ter que ser mais fã de um do que de outro. Dá pra gostar dos dois, né! Ambas fizeram parte de minha formação como artista, então são importantes pra mim”, explica.
Ainda assim, não esconde a empolgação sobre o filme da Liga: “Estou bem animado! Os primeiros filmes de super heróis que assisti quando criança foram os de Superman, Flash, Mulher-Maravilha e Batman. Então é basicamente uma espera de 20 anos pra ver esses heróis novamente em um filme importante juntos”, conta Tamie.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Estudantes da Escola Maria Lídia tiveram um Dia do Índio, bem diferente!

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Durante a manhã e tarde de ontem, dia 19 de abril, os técnicos pedagógicos do NEADTEC/RPTV estiveram desenvolvendo uma ação educativa junto aos estudantes e professoras da E.E. Maria Lídia, localizada no bairro das Quintas em Natal.
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A oficina de dobraduras conduzida por João Natal animou a galerinha.
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O foco, logicamente, foi a comemoração do Dia do índio, onde os pequenos alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental foram convidados a refletir e a se divertir, com atividades sobre essa temática.
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Os estudantes foram convidados a repensar a questão da representação indígena nos quadrinhos por meio de uma palestra e do acesso a exposição física, coordenadas por Beto Potyguara.
No laboratório do NTE participaram de um descontraído bate-papo, sobre A Representação Indígena nos gibis e em outras mídias. No pátio da escola tiveram contato com uma exposição homônima a palestra, além de serem agraciados com uma oficina de dobraduras relacionada ao tema.

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Alunos da escola se encantam ao terem contatos com a herança concreta dos indígenas. 
Uma grande iniciativa capitaneada pela professora Carminha (2º Ano Vespertino)
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Esta ação teve sua gênese no planejamento pedagógico da E.E. Maria Lídia, onde o NEADTEC (Núcleo de Educação à Distância e Tecnologia) apresentou os ODAs (Objetos Digitais de Aprendizagem) da Plataforma Escola na Rede à escola. As educadoras de posse da infinidade de instrumentos disponíveis nesta nova ferramenta, incrementaram suas aulas, culminando neste momento de integração e de troca de experiências, que contou com a participação de toda a escola e dos técnicos da SEEC.
Fachada da E. E. Maria Lídi
Participaram da realização da ação pela RPTV, os arte educadores, João Natal e Beto Potyguara, e pelo NEADTEC, dentro das ações da Plataforma Escola na Rede, as técnicas pedagógicas, Anete Nogueira e Zelda Caldas. Confiram mais algumas imagens do evento:
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POSTAGEM PUBLICADA ORIGINALMENTE PELA RPTV  - 20.04.2017.

sexta-feira, 17 de março de 2017

A Exposição: criadores, criaturas e dados vitais

Está é a primeira série de Lâminas da exposição física.
A ideia inicial foi a de privilegiar personagens protagonistas de séries existentes ou personagens secundários que chegaram a estrelar algum episódio ou publicação solo.
Autores presentes: Angelo Agostini (Cham-Kam e Inaiá); Altemar Domingos (Jaguara); Alex Lei e Ed Silva (Uru); Aline Coelho, Carlos Paul,  Otoniel Oliveira e Volney Nazareno (Piatã, Kuandu e Ubirajara); Bernard e Scabini (Sabores da Oca); Beto Potyguara (Forte Poty); Bira Dantas (Galdino); Brum (Cambaxirra); Christovam Camargo (Vovô Indío); Celso T. Domingos (Pena Verde); Clima e Flavio Colin (Sepé); Domingos Pace (Os Gaúchos); Eliane Guarani e Augusto Fligliaggi (Paiaguá); Emilson Ribeiro e Emir Ribeiro (Itabira); Emanoel Amaral (Jandú e Micuim); Erick Artmann (Tupinanquim); Fernando Augusto, João Barros, Julião Cristo, Otoniel Oliveira e Volney Nazareno (Iaçá);  Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo (Tiki); Gian Danton e Ricardo Manhães (Turma da Tribo); Jayme Cortez (Tupizinho); Joacir Dias Xavier (Bretã); José Lanzellotti (Cari); José de Alencar (Peri); Julio Emílio Braz e Mozart Couto (Tambatajá); Lailson H. Cavalcante (Pindorama); Luiz H. Gatto e Plínio Quartim (Sepé); Marcos Vaz (Umuaraminha); Maurício de Souza (Papa-Capim); Moacir Torres (Kriti); Nani (Vereda Tropical); Paulo Alves (Guaraná); Quannar Nilson e Rogério Prestes (Epopéia);  Rogério Vilela (Canibytes); Sérgio Macedo (Povos Indígenas) e Ziraldo (Tininim).         


Peri de José de Alencar é o personagem com mais releituras até o presente momento. Já tendo sido revisitado pelos seguintes artistas: Francisco Acquarone; André LeBlanc; Jayme Cortez; Gedeone Malagola; Edmundo Rodrigues; Walter e Eduardo Vetillo; Ivan Jaf e Luiz Gê; Rosana Rios e Juliano Oliveira.

















Nossos mais sinceros agradecimentos a todos aqueles que direta ou indiretamente, contribuíram para a concretização deste trabalho.

Em especial, 

na fase de pesquisa: Altemar Domingos, Bira Dantas, Luiz Elson Dantas, Fabio Moraes, Eneas Ribeiro, Ricardo Goulart, Otoniel Oliveira, Jussara Lanzellotti e Moacir Torres.

na revisão: Katia Amorim de Lima e Carlos Gomes.

no incentivo: Raimundo Melo (RPTV).