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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Memória da HQ paraibana será resgatada e eternizada online.

A História em Quadrinhos da Paraíba já tem uma boa trajetória de criação e produção, levando algumas gerações de autores a se notabilizar não só no estado, mas em nível nacional e mesmo internacional. Toda essa história rica em criatividade e empreendedorismo é o que o Memorial da História em Quadrinhos da Paraíba, hospedado na internet no domínio www.memorialhqpb.org, busca resgatar, registrar, e servir de banco de dados para pesquisas ou prazer da informaçãosegue

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Super-Heróis modernos como adornos em relíquias gregas


História em Quadrinhos da Arte
O artista Nicholas Hyde criou uma série de gravuras de arte que retratam personagens da Marvel e DC  Comics no estilo clássico da arte decorativa da antiga Grécia.



As artes estão disponíveis para compra on-line em Society6 e Etsy.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

HQ de Gian Danton e Ricardo Manhães é selecionada em edital de literatura

Poti - cor
A história em quadrinhos Turma da Tribo, com roteiro de Gian Danton e arte de Ricardo Manhães, foi um dos trabalhos selecionados no edital Simãozinho Sonhador, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado do Amapá.
Turma da Tribo é uma história em quadrinho infantil voltada para temas amazônicos, como a preservação da floresta. Nela, a realidade local, como um jantar à base de açaí e camarão, se mistura ao traço europeu de Manhães. Repleta de trocadilhos e palavras regionais (o vilão chama-se  Doutor Malino), a série também se destaca pelo humor gráfico.
Na história, os índios Poti, Apoema e Toró encontram uma área de floresta devastada, com árvores caídas para todos os lados. Logo descobrem que se trata do plano de um vilão e seus desastrados ajudantes, que pretendem se apoderar de toda a madeira de lei da reserva. Para impedi-los, o trio contará com a ajuda de Baquara, o inventor da tribo. Mas a grande ajuda mesmo acaba vindo de um ser da floresta, o Caipora.
Gian Danton é roteirista de quadrinhos desde 1989, já tendo trabalhado para diversas editoras e revistas, entre elas a MAD. Durante anos foi o roteirista de Joe Bennett, com o qual criou a cultuada HQ Família Titã.  Seu trabalho mais conhecido na área foi o texto da graphic novel em duas partes Manticore, ganhadora dos prêmios Ângelo Agostini, HQ Mix  e Nova.
Foi um dos selecionados para o álbum MSP+50 em homenagem aos 50 anos de carreira  de
Maurício de Sousa, para o qual produziu uma versão vintage do Astronauta, com desenhos de JJ Marreiro. Seu livro Grafipar, a editora que saiu do eixo, foi indicado este ano para o prêmio HQ Mix na categoria melhor livro teórico.
Ricardo Manhães é ilustrador e autor de história em quadrinhos. Trabalhando há mais de 14 anos para o mercado europeu de HQ , conta com participações em coleções importantes do mercado Francês e Belga como “Les Guides  en BD” e “Les Foot Furieux”, e também várias publicações traduzidas para o Holandês. Todos os álbuns  publicados, seja solo ou em participações, somam mais de 160.000 exemplares vendidos na Europa. Em 2010 foi convidado a fazer sua versão da Turma da Mônica, em estilo Franco-Belga de humor, para o álbum MSP+50 em homenagem aos 50 anos de carreira de Mauricio de Sousa.
FONTE: release

Brasil 1500 – Chegada ao Paraíso

A História do descobrimento do Brasil é contada há décadas e décadas por livros, professores de histórias, filmes, documentos e até por que não, por leigos!
É uma história longa e pesada, e convenhamos, muitas vezes acaba ficando chato de ler um livro inteiro sobre o assunto tão incerto. Mas se podemos ter uma certeza é que agora isso muda bastante de figura com a trilogia em quadrinhos publicada pela Devir Livraria, escrita por Fabio Fonseca.
Brasil 1500 conta a história do nosso país no formato de quadrinhos e apresenta o período do final do século XV que ficou conhecido como o das grandes explorações. Destemidos navegantes partiam em missões pelos mares sem saber se, um dia, retornariam às suas pátrias, movidos apenas pelos sonhos e promessas de riquezas.
No entanto, por trás dessas expedições europeias, houve muitas intrigas, disputas políticas e espionagem. Partindo desse conceito, esse segundo volume da série conta o trajeto de caravelas que partiram de Portugal até as Índias. Devido a um “erro de percurso” os navegantes acabaram parando por aqui, no Brasil!
O que vemos é o primeiro contato dos portugueses com essa terra rica, verde e cheia de nativos, que foram apelidados de Índios!!! A história acaba caindo no cliché e acaba sendo a mesma apresentada nas escolas: os portugueses chegaram por aqui “de boa”, sem nenhum tipo de batalha ou imposição. Confesso que eu esperava por um pouco mais de sangue e lutas.
É um texto bem lúdico e leve, sem deixar de esquecer do romance, entre Gonçalo e uma índia. Ele luta pelo amor dela e a salva de abuso sexual de outros portugueses. O segundo volume é focado principalmente em mostrar o lado bem frágil dos índios, que não estavam preparados para a abordagem do homem branco.

Mantendo o bom ritmo narrativo e com ilustrações fantásticas assinadas pelos paraenses Andrei Miralha e Otoniel Oliveira, aliás, vale destacar que a dupla também se aventura também na animação, a arte segue uma estética que em alguns quadrinhos parece ser desenhada por cima de fotografias. Tudo bem realista.
Pelas páginas nos deparamos com boas composições e marcação de luz e sombra, além de um enorme detalhamento no corpo, tanto dos índios nus, quanto dos portugueses, deixando as história bem orgânica e real!
Destaque também para dupla em outro quesito: genial como eles diferenciaram os índios dos portugueses. Os índios são representados graficamente com linhas curvadas e arredondados, já os português seguem com traços mais retos.
Ponto positivo para a Devir Livraria que deixou espaço para uma surpresinha deixada no final da edição. Os ilustradores fizeram um pequeno making of, mostrando os estudos e as ilustrações antes de serem coloridas.
Brasil 1500: Caminho das Índias é uma leitura bem leve, divertida, didática e pode-se dizer que inusitada em alguns pontos. Vale pra todo mundo, desde quem está estudando agora até para aqueles que cochilaram nas aulas de História.
Em breve você confere aqui no Impulso HQ a resenha da última parte dessa aventura “Brasil 1500 – Caminho das Índias”. E não deixe de conferir a Resenha HQB do primeiro volume “Brasil 1500 – Segredo de Estado”, clicando aqui.
Brasil 1500: Chegada ao Paraíso
Devir Livraria
História: Fábio Fonseca
Arte:Andrei Miralha e Otoniel Oliveira
Colorido
Papel couché 115 g/m²
20,5 × 27,5 cm
48 páginas
R$ 29,50 

Fonte: Impulso HQ

segunda-feira, 15 de julho de 2013

O rebuliço apaixonante dos fanzines

Via Marca de Fantasia
O rebuliço apaixonante dos fanzinesHenrique Magalhães
Série Quiosque, 27, 3a. ed.
João Pessoa: Marca de Fantasia: 2013. 128p. 13x19cm. R$20,00.
ISBN 978-85-7999-077-9
O rebuliço apaixonante dos fanzines é uma adaptação da dissertação de Mestrado de Henrique Magalhães, defendida em 1990 na Escola de Comunicação e Artes da USP, São Paulo. O texto aborda a história dos fanzines desde sua origem, no final da década de 1920 nos Estados Unidos, mas estuda prioritariamente a produção brasileira, desde 1965, quando iniciou-se, até o final da década de 1980.
A história dos fanzines no Brasil começa com dois boletins editados simultaneamente em 1965, O Cobra, da I Convenção de Ficção Científica, realizada em São Paulo e Ficção, este dedicado aos quadrinhos e editado em Piracicaba por Edson Rontani. Além de definir o termo fanzine, o livro classifica esses magazines em vários gêneros, como fanzines de música, literários, de cinema, além de quadrinhos, estes merecendo uma atenção especial do autor.
Por fanzine, entende-se as publicações amadoras, sem fins lucrativos, feitos muitas vezes de forma artesanal (com colagens, impressos em mimeógrafos ou fotocópias). São editados quase sempre em pequenas tiragens e servem para a expressão livre de seus editores a respeito de qualquer arte ou hobby. No Brasil, a maioria é feita por indivíduos, que mantêm entre si um forte intercâmbio de publicações e informações, criando uma verdadeira rede de comunicação e estreitando os laços de amizades. Os fanzines servem para a crítica das publicações do mercado, para o lançamento de novos autores e para as experimentações gráficas.
Além da história dos fanzines, Henrique descreve seus momentos de esplendor e crise, até a incansável busca de perspectivas e saídas para a produção. A introdução do livro faz uma reflexão teórica sobre imprensa alternativa e as publicações reflexivas do mercado. Traz ainda informações sobre o processo de produção dos fanzines e a descrição de dois fanzines-chave para esse gênero de publicação: Quadrix, de Worney A. de Souza, e O Grupo Juvenil, fanzine de nostalgia dos quadrinhos editado por Jorge Barwinkel.
Apesar de o trabalho ter o recorte temporal até o final da década de 1980, aponta as tendências que se confirmariam no decorrer da década seguinte, como a retomada da produção e o aperfeiçoamento técnico com a disseminação da informática.
Parte desse livro foi editado em 1993 pela editora Brasiliense, na coleção Primeiros Passos, com o títuloO que é fanzine. Em 2003 a Marca de Fantasia lançou O rebuliço apaixonante dos fanzines, com o texto completo da dissertação, enriquecendo-o com ilustrações. Tanto a edição da Brasiliense quanto a da Marca de Fantasia tiveram grande acolhida do público, formado principalmente por estudantes de Comunicação Social. Esgotadas essas edições, em 2011 saiu a versão digital do livro, que agora é retomado em edição impressa, com ampla revisão e reformulação estrutural.

Ayrton Senna e Emerson Fittipaldi juntos em desenho animado

Tooned 50
Alguns dos maiores pilotos da história da Fórmula 1  acabam de ganhar uma versão em desenho animado.
Ayrton Senna, Emerson Fittipaldi, Alain Prost, Mika Häkkinen e outras feras do volante são os protagonistas de Tooned 50, série de animações comemorativa aos 50 anos da escuderiaMcLaren, completados neste ano.
Segundo o site Canal da Velocidade, os episódios, que narram a trajetória da McLaren, também trazem personagens criados exclusivamente para a série.
Clique aqui e confira a primeira parte de Tooned 50.
Via UHQ

TELEMORFOSE HQ: documentário de 1969

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Lendas da Antiguidade é o novo especial temático Disney

Lendas da AntiguidadeO que há de verdade nos mitos de Nero, Olímpia, Pompeia e tantos outros mais? Mickey, Pateta, Donald, Pardal, Tio Patinhas são os arqueólogos de Patópolis que vão responder a essas e outras perguntas.
Lendas da Antiguidade (formatinho, 304 páginas, R$ 16,00) é mais um especial temático Disney, com diversas HQs selecionadas pelo editor Paulo Maffia.
Dentre os destaques da edição, a primeira aventura com a participação de Indiana Pateta, inédita no Brasil.
O título é um lançamento da Editora Abril e já está nas bancas.
Via UHQ

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Documentário conta a criação, evolução e transposição das HQs para o cinema


Está disponível no YouTube o documentário HQs Doc. Criado por Felipe Ferreira, o curta-metragem, de aproximadamente 19 minutos, aborda o início dos quadrinhos, a explosão do fenômeno dos super-heróis nos Estados Unidos, a produção nacional, a entrada de artistas brasileiros no mercado norte-americano e a transposição desses personagens para o cinema.
O projeto surgiu para ser a monografia de Felipe e, agora, foi disponibilizado na internet.
O vídeo conta com as participações dos escritores Carlos Patati, Flávio Braga e Arnaldo Branco.
Via UHQ

HQ sobre o conflito da Indochina é lançada na França


A editora Delcourt lançou, no último mês de abril, uma HQ sobre o conflito da Indochina.
La Grande évasion - Diên Biên Phu é um álbum em capa dura, com 64 páginas e escrito por Thierry Gloris e ilustrado por Erwan Le Saëc.
Esse é o quinto volume da série La Grande évasion (da coleção Conquistador), na qual cada HQ é uma história fechada, com assuntos e autores diferentes.
A história se passa em 1954, no momento climático do conflito da Indochina (que inicialmente englobava os países Vietnã - norte e sul -, Laos e Camboja, territórios que integravam o antigo reino do Sião), entre os franceses e o exército rebelde nacionalista e comunista de Ho Chi Mihn, conhecido como Viet Mihn.
O momento crucial do conflito é a batalha de Diên Biên Phu, na qual a Força Expedicionária Francesa foi cercada pelas tropas do general vietnamita, Vo Nguyen Giap, durante dois meses, e derrotada numa batalha sangrenta.
Essa virada histórica resultou na queda do governo francês e no acordo de Genebra, que estipulava a saída das tropas coloniais da Indochina e a divisão do Vietnã entre norte e sul, ao longo do paralelo 17°.
O personagem central dessa história é Rachid, um soldado francês de origem argelina.
La Grande évasion - Diên Biên Phu custa 14,95 euros.
Via UHQ

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Boteco dos Deuses, de Carlos Ruas, faz graça com os seres divinos


Boteco dos Deuses

O livro Boteco dos Deuses (formato 21 x 21 cm, 128 páginas, R$ 29,00) reúne tiras da série Um Sábado Qualquer.
Carlos Ruas, autor da série, apresenta Deus, Zeus, Hórus, Odin, Oxalá, Buda e outros em meio às disputas malucas de todos eles pela fé dos humanos.
Boteco dos Deuses tem prefácio do jornalista Sidney Gusman (Universo HQ).
O título é uma publicação da Verus Editora.
Via UHQ

quarta-feira, 1 de maio de 2013

O Vira Lata em coletânea pela Peixe Grande

O Vira Lata

O Vira Lata (formato 17 x 24 cm, 440 páginas, R$ 69,00), escrito por Paulo Garfunkel e desenhado por Libero Malavoglia.
O álbum, publicado pela Peixe Grande, reúne a graphic novel de estreia do personagem, publicada em 1991, na série Grande Aventuras Animal, sete edições produzidas especialmente para os detentos do Carandiru entre 1993 e 2000 (com tiragem de 10 mil exemplares cada uma) e a história inédita Na Amazônia.
Além disso, a edição apresenta o Vira Lata Dossiê, um interessante apanhado da trajetória do personagem, em 16 páginas de matérias. Um belo trabalho do editor Toninho Mendes.
Na capa do livro, abaixo do nome dos autores, há o crédito de "supervisão científica" para Drauzio Varella. Isso porque foi o renomado médico quem, após ler a primeira história do personagem, sugeriu aos autores utilizar o Vira Lata no trabalho de prevenção à Aids que desenvolvia no Carandiru.
Assim, o personagem foi adaptado para os códigos ético, estético e moral dos detentos, sempre mesclando ação e sexo. O trabalho chegou, inclusive, a ser tema de pesquisas acadêmicas, e as edições distribuídas no presídio se tornaram objetos de colecionador.
O Vira Lata será vendido - somente para maiores de 18 anos - nas gibiterias atendidas pela Comix.
Via  UHQ


terça-feira, 30 de abril de 2013

Ditadura no Ar: ficção ambienta nos anos de chumbo

Ditadura No Ar #2

Ditadura No Ar é uma história em quadrinhos policial ambientada no regime militar brasileiro. Criada pelo roteirista e editor Raphael Fernandes e pelo desenhista Abel, a HQ é publicada em formato digital.
Até o momento, o leitor acompanha o fotógrafofreelancer Félix Panta investigando o paradeiro de sua namorada comunista Nina, capturada pelo DEOPS durante um protesto contra o regime militar. Seus planos deram errado e, além de não encontrar a garota, teve sua máquina fotográfica danificada.
Na segunda edição, Félix é contratado para acompanhar um repórter novato ao esconderijo de Samarca, um guerrilheiro de esquerda que conseguiu fugir de um presídio militar. Sabendo que ele foi capturado no mesmo final de semana que Nina, o fotógrafo vê nesse trabalho uma chance de conseguir alguma pista.
Inicialmente publicada na internet, a HQ migrou para o formato impresso, rendendo ao roteirista Raphael Fernandes a indicação na categoriaRoteirista Novo Talento no Troféu HQ Mix.
Via UHQ
Ditadura No Ar #2 tem 28 páginas coloridas, em formatinho, e custa R$ 8,00.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Independência ou morte, mesmo! D. Pedro I enfrenta Zumbis em Graphic Novel

Independência ou Mortos
O selo Nerdbooks, criado por Alexandre Ottoni e Deive Pazos - também conhecidos na internet como, respectivamente, Jovem Nerd e Azaghal -, lançou ano passado a sua primeira graphic novel depois de já ter publicado três livros.
Trata-se de Independência ou Mortos (formato 17 x 26 cm, 160 páginas, papel couché, capa dura, preço ainda não revelado), escrito por Abu Fobiya - pseudônimo de Fábio Yabu - e ilustrado por Harald Stricker.
A obra, que levou dois anos em desenvolvimento, reconta a história da vinda da família real portuguesa para o Brasil em 1808 e a atrapalhada fuga de D. João VI com sua esposa Carlota Joaquina e seus filhos Pedro e Miguel. Mas a viagem torna-se um verdadeiro pesadelo quando o navio é subitamente tomado por zumbis devoradores de carne humana.
Quando o horror se espalha para as terras brasileiras, caberá a D. Pedro "Mão de Martelo" libertar o país dos zumbis e do domínio português. Se interessou? A venda está ocorrendo exclusivamente na loja virtual Nerdstore.
Via UHQ

domingo, 28 de abril de 2013

Conheça atletas que já foram reproduzidos em histórias em quadrinhos



O atacante Neymar, do Santos e a personagem Magali, de Mauricio de Sousa. Vale lembrar que cada um dos quatro personagens principais do desenhista possuem um time do coração. Além da santista no desenho acima, Cascão é corintiano, Cebolinha é palmeirense e Monica é são-paulina.


Com a recente estreia das histórias em quadrinhos do atacante Neymar, do Santos, em conjunto com a empresa do famoso desenhista Mauricio de Sousa, o Virgula Esporte reuniu uma série de outros atletas que também já foram retratados em historinhas infantis.
Com o esporte sempre servindo de exemplo de valores familiares, os quadrinhos costumam dar um ar infantil aos personagens, como o do próprio Neymar, ou de Ronaldinho Gaúcho ou Pelé, ou até mostrar os esportistas como super-heróis, como os olímpicos Giba, do vôlei, e César Cielo, da natação.
Em outro caso interessante, a versão italiana dos quadrinhos de Pato Donald, da Disney, fez um especial em que grandes jogadores aparecem transformados em patos.
Os Super Atletas é uma ideia da agência Effectr Sports, que traz Diego Hypólito (ginástica olímpica), Sandro Dias (skate) Giba (vôlei) e César Cielo (natação) como super-heróis dotados de poderes fantásticos, cada um com sua habilidade. Na série, cada um ganhou um codinome: Diexgon, Sundiax, Gibonx e Sealox, respectivamente 

Giba, ou "Gibonx", o Super Atleta
Tuffon” (Buffon, do Juventus), “Gattoso” (Gattuso, do Milan), “Cannapapero” (Cannavaro, do Real) e “Pony” (Luca Toni) estiveram na versão italiana do gibi do personagem Pato Donald, da Disney
O sueco Zlatan Ibrahimovic também já foi reproduzido nas histórias em quadrinhos do Pato Donald da Itália
Pelezinho, de Mauricio de Sousa
Quadrinho da mesatenista Belissa Lisboa, jovem atleta amapaense campeã das Olimpíadas Escolares de 2010 
Ronaldinho Gaúcho, de Mauricio de Sousa
Ronaldo, de Mauricio de Sousa
Maradoninha, Pelezinho, Ronaldinho e Ronaldo
Neymar, por Mauricio de Sousa
Fonte: André Nespoli - Vírgula
Reconhecemos a baita qualidade da matéria do André, mas como já havíamos divulgado em tempo real outras adaptações de atletas para HQs, nos sentimos na obrigação de contribuirmos na ampliação dessa gaeria."Entônce"... 

No início deste ano o atacante camaronês Samuel Eto'o apresentou durante o Festival Internacional de História em Quadrinhos de Angoulême, na França, o primeiro dos nove volumes de sua biografia contada em quadrinhos.(+ Aqui)
Zé Augusto atacante do Payssandu também foi convertido em super-herói no finalzinho de 2012, dentro de um projeto de marketing do clube paraense. (+ Aqui)

ANDERSON SILVA  e CHAEL SONNEN foram convertidos em super-heróis dentro de uma campanha do UFC(+ Aqui)

Doutorzinho
O saudoso Dr. Socrátes também foi embrado, infeizmente só após seu falecimento. (+Aqui)

sábado, 27 de abril de 2013

Bate bola de quadro a quadro


Reforços estrangeiros

DicoEm qualquer lugar do mundo onde haja futebol e se produza HQs, pode-se testemunhar a união de ambos. Do Chile, com o Condorito (às vezes ele aparecia de chuteiras e com uma bola na mão, vindo de alguma pelada), à Argentina, com o jogador Dico (o personagem, criado em 1971 pelo desenhista José Luis Salinas, era artilheiro do Estrela F.C. e participava de aventuras policiais fora de campo).

Ambos foram publicados no Brasil em revistas próprias, pela RGE, respectivamente nos anos 80 e 70. O condor chileno ainda voltou às bancas brasileiras em curta temporada, no começo da década de 1990, pelaEditora Maltese.

Até o frio e "burocrático" futebol da Alemanha tem representantes nos quadrinhos. Kick Wilstra, criado por Henk Sprenger, era um jogador que enfrentava bandidos nas horas vagas. O personagem fez muito sucesso entre os alemães, na década de 1950.
Kick WilstraE não só aqui os personagens Disney demonstram paixão pelo futebol. Em países como Dinamarca, França e Itália, também chegados numa pelota, é muito comum encontrar histórias do gênero.Almanaque Disney 365Uma das mais memoráveis foi feita pelos italianos e publicada no Brasil em 1986. Nela, Mickey e Pateta tentam voltar no tempo, mais precisamente para 1970, para tirar fotografias exclusivas da final da Copa do Mundo entre Brasil e Itália. Tudo dá errado e eles acabam indo para o futuro, exatamente no dia e local da disputa da Copa 86. Enquanto o jogo se desenrola, são mostradas apenas as expressões dos personagens, que ficam sabendo, antecipadamente, quem venceu o campeonato.

A capa de Peninha # 1, lançamento da Abril em agosto de 2004, é outra prova do quanto os italianos gostam do esporte. O desenho foi feito na Disney Itália, e mostra o pato atrapalhado ao lado de Huguinho, Zezinho e Luisinho num campo de futebol alagado.


Os CampeõesCuriosa foi a história O som da arena, feita nos Estados Unidos e protagonizada por Cable, um dos muitos mutantes da Marvel Comics. Publicada aqui na Wizard # 12 (Panini Comics, setembro de 2004), mostrou, em algumas páginas, aquilo que todo mundo lá fora já sabe: brasileiro é apaixonado por futebol. As cenas apresentavam o herói no Rio de Janeiro observando um garoto mutante batendo uma pelada na praia com seus amigos e usando superpoderes para cabecear uma bola que vinha muito alta.

Os chamados quadrinhos autorais também prestaram sua homenagem ao futebol. Vários cartuns do argentino Mordillo (cultuado na Europa e pouco conhecido aqui), e Os Campeões(lançado no Brasil pela Meribérica/Líber), obra do turco Gürcan Gürsel, são dois excelentes exemplos. Donos de traços diferentes entre si, têm em comum a paixão pelo esporte das massas e um humor inteligente que se traduz na forma como produzem seus álbuns: gags puras, sem nenhum balão ou recordatório, no máximo uma onomatopéia aqui e ali.
Hors JeuO também argentino Sergio Más lançou, em 1998, o livro de cartunsFutbol de Más, com a participação de alguns cartunistas brasileiros.

E um futebol futurista, com jogos violentos em verdadeiras batalhas campais, foi mostrado, em 1987, na obra Hors Jeu, de Enki Bilal e Patrick Cauvin.

Ainda há O mini-guia do futebol, HQ dos franceses Bruno Madaule e Gaston. Publicado recentemente em vários países da Europa, o álbum bem que poderia circular pelo Brasil, já que Portugal verteu a obra para nossa língua.
O mini-guia do futebolDe nossa pátria-mãe vem Pantera Negra Eusébio, homenagem em HQ ao maior jogador português da história do futebol, o atacante Eusébio, artilheiro da Copa da Inglaterra, em 1966. O álbum foi lançado em 1990 pelaMeribérica, com desenhos de Eugénio Silva.

Até na terra do Sol nascente, sem nenhuma tradição futebolística (mas que vem se interessando pela coisa há alguns anos - Zico que o diga!), vez ou outra se produz alguma HQ com o tema.

Em 1982, surgiu o mangá Captain Tsubasa (criado por Yoichi Takahashi), com as aventuras do jovem Oliver Tsubasa, que sonhava em ser campeão de juniores pelo Japão. O primeiro tomo da série foi até 1989.
Captain TsubasaNo ano de 1994 veio o segundo tomo, no qual o personagem jogava no São Paulo. Isso se justificava pelo fato de o clube ter ganhado duas decisões da Copa Intercontinental Toyota, em Tóquio, em 1992 e 1993 e gozar de muito prestígio por lá. Nas histórias ainda apareciam outros times brasileiros, como Flamengo e Grêmio. Recentemente, Tsubasa se transferiu para o Barcelona.

Por aqui, o personagem só deu as caras em animê. O mangá ainda é publicado no Japão, numa nova série, com a impressionante tiragem semanal de 1,5 milhão de exemplares.

O mais recente trabalho de Yoichi Takahashi também é sobre futebol: Syukan Shonen Champion, também inédito no Brasil.

O Rei em quadrinhos
Pelézinho 50 anos de PeléPelé, o maior expoente do futebol em toda a História e talvez a personalidade mais conhecida do planeta, já honrou as HQs com sua presença. Além de contracenar com o Zé Carioca, o Rei ainda apareceu na capa do especial Super-Homem versus Muhammad Ali, publicado no Brasil nos anos 70, pelaEbal. Na ilustração, ele assiste à luta ao lado de outras figuras famosas da política e das artes.

Assim como se formaram mitos em torno das façanhas de Pelé nos gramados, também existe uma lenda sobre ele nos quadrinhos. Lee Falk, criador do Fantasma, afirmou numa entrevista ao Jornal da Tarde (de São Paulo), em 1996, que o rei do futebol ajudou o Espírito-que-Anda numa aventura produzida no Brasil.

O fato é que não se sabe que editora realizou tal façanha: RGE/GloboSaber ou Ebal, que publicaram o herói em diferentes épocas em nosso país. Infelizmente, não se encontra registro dessa história, mas se o próprio Lee Falk disse que ela existe...

No final da década de 1970, Pelé ganhou participação mais que efetiva nos quadrinhos, quando Mauricio de Sousa criou Pelezinho. Estreando em tiras de jornal e depois ganhando seu próprio gibi na Editora Abril, o personagem fez muito sucesso não só no Brasil, mas em outros países da América do Sul.
PelézinhoOs coadjuvantes de Pelezinho eram todos baseados em amigos de infância do Rei. Um dos mais divertidos da turma era o (arremedo de) goleiro Frangão. Até Dondinho, o pai de Pelé, aparecia nas histórias.

A revista mensal do pequeno craque durou até 1982, e por mais quatro anos foram lançados almanaques periódicos com republicações, incluindo os especiais da Copa do Mundo de 82 e de 86 (em duas edições).

Quando os Estúdios Mauricio de Sousa foram para aEditora Globo, o personagem ganhou um almanaque em 1988, além do especial Copa 90 (que apresentava histórias inéditas, e numa delas havia até um encontro entre Pelé e Pelezinho) e um álbum em comemoração aos 50 anos do rei do futebol.

Em 1990, Mauricio de Sousa cogitou a volta do personagem com um visual bem diferente, agora um pré-adolescente. Anos depois, em 2002, essa nova imagem foi apresentada em propagandas nas revistas da Turma da Mônica e em sites pela internet. Mas a idéia não seguiu adiante.

Restou só a saudade do maior craque que os quadrinhos já revelaram para o futebol - ou seria o contrário?

Supercraques

Em 1995, o então diretor de redação da revista Placar, Marcelo Duarte, teve a idéia de revitalizar as mascotes dos clubes de futebol, as quais achava ultrapassadas. Pensou em algo que significasse o poder e a força que os times representam.
SupercraquesA Era Image, na qual supertipos anabolizados e anatomicamente inverossímeis eram a bola da vez, estava no auge. Assim, sob encomenda do jornalista, a equipe do estúdio Art & Comicsseguiu a tendência e transformou as velhas e passivas mascotes nos Super-Heróis da Bola: Mega Timão (Corinthians), Power Urubu (Flamengo), Lança-Chamas (Botafogo), Cyberpork (Palmeiras), Galo Vingador (Atlético-MG), Fox (Cruzeiro) e outros formavam o mais novo esquadrão de paladinos da justiça.

Editora Abril pretendia popularizá-los até que pudessem ganhar uma revista própria. Durante vários números da Placar, eles foram tema de matérias, capa de edição e chegaram a ganhar um superpôster e uma história curta. Mas a iniciativa não surtiu efeito, as vendas não demonstraram que o público ficara animado com a inovação e o projeto foi engavetado.

De qualquer forma, foi um divertido exercício de imaginação que entrou para a história da mais longeva revista de esportes do País.
Lendas da Bola, de Milton TrajanoTambém em 1995, inspirado nas "supermascotes", este articulista fez uma montagem que consistia no Ciclope (líder dos X-Men), vestindo a camisa do Flamengo e segurando a cabeça do ex-jogador Renato Gaúcho, o então algoz do time rubro-negro (autor do gol que tirou o título carioca do rubro-negro naquele ano). Batizada de X-Mengo, a imagem foi publicada na Placar especial de 100 anos do time carioca.

Mas os quadrinhos continuaram fazendo parte da revista. Tiras de humor e charges são seções fixas na Placar há muitos anos. A hilária coluna Lendas da Bola, de Milton Trajano, é um belo exemplo disso.

Diante de tudo que se viu, não resta dúvida: nos quadrinhos o futebol também é alegre, faz sorrir e chorar, produz tabelas perfeitas e até as goleadas surgem com mais freqüência.

O único problema é que não é possível xingar o juiz. Mas isso parece não fazer falta, pois os leitores já têm seu próprio saco de impropérios: o editor.

Via UHQ

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Editora Conrad é condenada por plágio em HQ nacional


Em 2001, a Conrad Editora foi processada e condenada por plágio, na 2° Vara Cível do fórum de Pinheiros/SP.
Na decisão da demanda, referente ao álbum Chibata! João Cândido e a Revolta que abalou o Brasil, de autoria de Olinto Gadelha Neto (roteiro) e Hemeterio (arte), a editora deveria apreender todos os volumes e publicar uma nota de esclarecimento em jornais de circulação nacional, além de indenizar por danos morais e materiais.
A ação foi ajuizada pelo dramaturgo César Vieira, com a intenção de demonstrar que vários trechos da HQ foram plagiados de sua peça teatral João Cândido do Brasil - A Revolta da Chibata.
Na época, a editora recorreu da decisão. No último dia 16 de abril, a 1ª Câmara do Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, em decisão de segunda instância, condenou a editora por unanimidade.
Diversos órgãos da imprensa repercutiram a notícia.
Assim, a Conrad deverá indenizar César Vieira em valor calculado a partir do número de exemplares vendidos, pagar uma indenização por danos morais e ainda publicar a sentença em três grandes jornais de circulação nacional. Fonte: Universo HQ.

Ex-ministra da justiça da França tentou interditar HQ biográfica por abuso de privacidade

Rachida - Aux Noms De Peres
Rachida Dati, ministra da Justiça da França no governo de Nicolas Sarkozy, pediu a interdição da publicação do álbum Rachida - Aux Noms De Peres, por abuso de privacidade. Ela está pedindo 100 mil euros por danos morais.
Tribunal Superior de Versailles rejeitou o pedido, determinando que a HQ não infringe os direitos de privacidade, uma vez que a própria ex-ministra alimentou a mídia durante os últimos anos, e que se trata apenas uma sátira política.
A HQ, da editora 12 Bis, tem roteiro do jornalista Yves Deray e desenhos de Paulo Marco (pseudônimo de Marc Renier) e Bernard Swyssen.
O enredo mostra uma sátira de Dati e sua filha, Zohra, de quatro anos, cuja paternidade permanece em segredo e é motivo de especulação por parte da mídia na vida real. O personagem principal é um detetive que deseja revelar a identidade do pai da criança.
Dati, de 47 anos, foi eleita subprefeita do 7e Arrondissement de Paris (um dos 20 distritos administrativos da capital francesa) em 2008, e é deputada da União Europeia desde 2009. Em 2013, assumiu a vice-presidência do partido Union pour un mouvement populaire (UMP). Ela era uma das candidatas à prefeitura de Paris, mas abandonou a corrida eleitoral recentemente.
Rachida - Aux Noms De Peres será lançado hoje, 25 de abril, tem 48 páginas e custa 12 euros.
Rachida - Aux Noms De PeresRachida - Aux Noms De Peres

via UHQ