quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Exposição da produção de quadrinhos de MT será aberta na Galeria da Secretaria de Estado de Cultura

Paineis revelam publicações de artistas mato-grossenses
Paineis revelam publicações de artistas mato-grossenses
Logo depois de estrear no Salão do Humor realizado no início do mês de agosto, a exposição comemorativa aos 45 anos de produção dos quadrinhos em Mato Grosso agora segue para a galeria da Secretaria de Estado de Cultura, em pleno centro da capital. A abertura da nova temporada na cidade será na quinta-feira (22), às 20 horas. Com visitação gratuita, segue até o dia 30 de setembro, em dias úteis e em horário comercial. 
Além do espaço dedicado a revelar a produção de dezenas de quadrinistas no Estado e deste modo valorizá-los, a mostra conta ainda com um espaço especial dedicado à narrar os 50 anos da personagem central das histórias de Maurício de Sousa, a Mônica e sua turma.

A exposição que pontua fatos e obras da nona arte em Mato Grosso é titulada “Nesse Mato tem Quadrinhos” e tem como ponto de partida a obra de Moacyr de Freitas, “Primeiros Tempos", de 1968. A curadora Laura Montes Boaventura desenvolveu toda sua pesquisa tendo como base o livro “Desmontando os Quadrinhos – História em Quadrinhos, Educação e Religionalidade”, de Gabriel de Mattos.

Entre os nomes da produção mato-grossense figuram : Ric Milk, Wander Antunes, Ismael, Fred, Fernando Ordakowski, Brás, Marcão, Nilton, Djamil, Dudu, Julius Ckvalheiyro, Gabriel Mattos, Generino, João Paulo, Ismael Borges, Marco Antônio Raimundo e Temer.

“Depois da capital, a exposição vai circular pelo interior e as instituições que tiverem interesse podem nos contatar pelo (65) 9975-5513”, explica a curadora. 

Fonte: Olhar Conceito

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Cartoon Rock Star: personagens das HQs encarnam ídolos do rock’n'roll


Exposição Cartoon Rock StarHoje, 20 de agosto, a partir das 19h, na Urban Arts Campinas (Rua Emílio Ribas, 608, Cambuí, Campinas/SP), será realizada a exposição Cartoon Rock Star.
O evento exibirá trabalhos do ilustrador Israel Maia, em que personagens dos quadrinhos encarnam grandes ídolos do rock.
“A ideia da exposição é pegar figuras clássicas dos desenhos animados e quadrinhos e ‘vesti-los’ com roupagens de estrelas da música que apresentem alguma semelhança com eles, seja física ou psicológica”, disse Maia ao Universo HQ.
Pateta como Joey Ramone (Ramones), Mickey fazendo as vezes de Gene Simmons (Kiss), Pato Donald na pele de Angus Young (AC/DC) e outras inusitadas interpretações fazem parte da mostra.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Memória da HQ paraibana será resgatada e eternizada online.

A História em Quadrinhos da Paraíba já tem uma boa trajetória de criação e produção, levando algumas gerações de autores a se notabilizar não só no estado, mas em nível nacional e mesmo internacional. Toda essa história rica em criatividade e empreendedorismo é o que o Memorial da História em Quadrinhos da Paraíba, hospedado na internet no domínio www.memorialhqpb.org, busca resgatar, registrar, e servir de banco de dados para pesquisas ou prazer da informaçãosegue

Jornal União: uma Academia de quadrinhos

Um dos principais recursos da internet é possibilitar que cada usuário seja emissor de suas ideias, quebrando a verticalidade das formas de comunicação “de massa”. Com os blogs, sites pessoais e redes sociais as mensagens emitidas ganham amplitude por vezes incalculável, possibilitada por seus redirecionamentos.
Os quadrinhos surgiram no meio impresso, como umas das expressões do jornalismo, tendo o humor como mote para refletir a vida cotidiana, a política e os costumes de época. Desse modo, as tiras, que continuam circulando nos jornais, apresentam até hoje uma indissociável relação com a charge, o cartum e a caricatura.
O impasse enfrentado pelo jornalismo frente à revolução da internet também trouxe consequências para a produção de quadrinhos. Com a redução das tiragens e, em alguns casos, do formato dos jornais, causada pela diminuição do público, as primeiras sacrificadas são as tiras, por serem equivocadamente consideradas supérfluas ou mero entretenimento.
À falta de espaço para publicação, os novos quadrinistas já nem contam com o jornal como veículo para sua arte. Os quadrinhos atualmente são veiculados pelos próprios autores em seus blogs, formando um público à parte aos leitores dos jornais. São autores e leitores que caminham para uma transição radical, que prescindirá do suporte impresso em privilégio ao meio virtual.
É louvável, portanto, a abertura do jornal A União aos quadrinhos, com a inserção de duas tiras diárias de autores paraibanos a partir de 26 de maio de 2013. Além dos veteranos Tônio, Cristovam Tadeu e Henrique Magalhães, estreiam na imprensa Thaïs Gualberto, Samuel de Gois, Igor Tadeu, Val Fonseca e Lauro Perazzo, num revezamento que dá chance aos quadrinistas de mostrar seu trabalho ao público tradicional dos jornais e experimentar o compromisso da publicação periódica.
A União teve papel importante na criação e consolidação dos quadrinhos paraibanos; com essa iniciativa, reforça seu papel incentivador da arte e se configura numa verdadeira academia para os quadrinhos paraibanos.


Publicado no jornal A União, João Pessoa, 18 de junho de 2013, 2.o Caderno, p.7.
Thaïs Gualberto
Samuel de Gois
Igor Tadeu

Agosto da Alegria segue até dia 31 com artes visuais, folclore, teatro e dança


Todos os dias tem programação cultural gratuita e de boa qualidade. Acesse o sitewww.cultura.rn.gov.rn e fique atento aos dias 15 (Guaraci Gabriel, no Quarto Centenário, e Privado é Público com Conexão Felipe Camarão) e 16 (exposição Maria do Santíssimo).
 
O festival Agosto da Alegria, que começou no dia 1° e transcorrerá até 31, promove a partir de hoje (12), às 19h, na Pinacoteca do Estado, a Oficina História da Arte para Artistas, ministrada pelo diretor artístico Júlio Martins. O curso é uma parceria entre a Funarte/MinC com a Secultrn/FJA, e prosseguirá até dia 16. na Pinacoteca
Nessa segunda-feira, o Agosto prossegue com atividades em algumas escolas estaduais, da Capital e do interior, que realizam rodas de contação de história, oficinas de confecção de brinquedos e exposições com temas folclóricos. Na Pinacoteca do Estado, as exposições Mocó, do barroco ao contemporâneo, do artista Rasmussen Sá Ximenes (Mocó), a Mostra Nordeste de Artes Visuais e o III Salão Chico Santeiro estão abertas à visitação de terça a domingo, das 8h às 18h.
Esta semana, no dia 15, Natal amanhecerá com exposição permanente de Guaraci Gabriel no Complexo Quarto Centenário e, à noite, às 18h30, na Galeria Newton Navarro, a Ong Conexão Felipe Camarão mostra seu acervo na mostra Privado é Público (Fundação José Augusto) no dia 16, às 15h, no Memorial Câmara Cascudo, abertura das exposições de Estandartes e Mamulengos, e às 19h, exposição do acervo da renomada pintora naïf Maria do Santíssimo, na Pinacoteca do Estado (doado por Iaperi Araújo, seu sobrinho), ocasião em que será lançado o livro A Arquitetura Tradicional de Acari no século XIX, do arquiteto Paulo Heider Feijó. 
A Galeria de Artes do IFRN Rio Branco abriga a exposição da Coleção Naif do Governo do RN, com curadoria da museóloga Ângela Ferreira, de segunda a sexta, das 8h às 21h. No Conviv’Art, do NAC-UFRN (Centro de Convivência), os artistas Dorian Grey e Cláudio Damasceno também realizam exposições individuais. E no SESC-Centro, tem artes visuais com Flávio Freitas, com visitação de segunda a sexta, das 8h às 17h. 
Grande parceiro do Agosto da Alegria, o SESC realiza o intercâmbio entre Duas Companhias (PE) e o Grupo Carmim (RN), no dia de hoje (12), e pela manhã, das 9h às 12h, realiza o 3º Encontro do Grupo de Trabalho para Elaboração do 1º Edital Sesc de Montagem e Circulação das Artes Cênicas Potiguar–Edição 2014. 
No SESC-Restaurante, onde existe grande fluxo de comerciários durante o horário do almoço, segue em cartaz a exposição Fotografias Pictóricas de Natal e Brasil, do fotógrafo espanhol Xavier Roca Faine, e exibição de filmes da Mostra Cultura Popular, dentre os quais, Câmara viajante (Joe Pimentel), Floreados do Repique (Gabriela Greeb), Fractais Sertanejos (Heraldo Cavalcanti), e outros. 
Fonte: SECULTRN

Agosto da Alegria 2013 apresenta Exposição de Arte Naïf em Galeria do IFRN

Sintonizado com as mais diversas formas de representação da cultura, o Agosto da Alegria traz a simplicidade, simbolismo e liberdade da arte naïf através da exposição "Artistas Naif no Acervo da Pinacoteca" que começa nessa segunda-feira (05), a partir das 18h, na galeria do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRN). 

Edilson Araújo
A mostra composta por 23 obras pertencentes ao acervo da Pinacoteca do Estado, ficará aberta à visitação até o dia 31 de agosto com obras de diversos artistas populares de destaque como Fé Córdula, Vivaldo Ramos, César Revoredo, Vatenor, Iapery Araújo, Edson Araújo, Fernando Gurgel, Ivanize, Gilka guimarães, Paixão e Arruda Sales.

A arte naïf é reconhecida por seu caráter não erudito, em que o artista tem a liberdade de pintar sem regras ou necessidade de obedecer um padrão, ou normas acadêmicas. Geralmente os pintores de arte naïf são autodidatas e retratam temas cotidianos e do folclore, assim como relativos à fauna, à flora, ao sincretismo religioso e às suas várias etnias. A pintura naïf brasileira é rica e diversificada e o RN ocupa lugar de destaque devido a grande quantidade de artistas adeptos do gênero.

Serviço:

Exposição da Coleção Naif do Governo do RN
Curadoria Ângela Ferreira
Galeria de Arte IFRN Cidade Alta
De 05 a 31 de agosto (fechado aos sábados e domingos)
Informações: 3232-5320
Realização: Secult/FJA RN
FONTE: SECULTRN

Gibi Jazz combina quadrinhos e música

Gibi Jazz
No próximo dia 24 de agosto, durante a abertura do 40° Salão Internacional de Humor de Piracicaba, será lançada a edição Gibi Jazz (formato 24 x 16,5 cm, 24 páginas, R$ 15,00), criada por Alex Sander.
São três histórias curtas, chamadas CaféTrilha Sonora e Voz. Todas possuem uma narrativa sem texto.
“A inspiração para escrever essas HQs surgiu enquanto curtia discos de artistas como Esperanza, Jaco Pastorius e Hermeto Pascoal, além da literatura de Kafka”, explicou Alex. A história Café, que possui citação a Kafka, trabalha com a literatura em um universo imaginário.
Gibi Jazz também terá lançamento no dia 6 de setembro, na Gibiteca de Santos (Av. Bartolomeu de Gusmão, s/nº, Posto 5, Ponta da Praia), em Santos/SP.
Os interessados podem adquirir a revista por meio dos e-mails burraxa.fanzine@gmail.com ouasunizdemacedo@yahoo.com.br. O preço da edição já inclui o frete.
Mais informações sobre os trabalhos de Alex Sander podem ser encontrados em seu blog.

Gibi Jazz - Cafá Gibi Jazz - Trilha Sonora
Fonte: UHQ

Revista Chão de Fábrica mostra perigos do abuso de álcool

Chão de FábricaEditora Bússola lançou a edição Chão de Fábrica (formato 19 x 27 cm, 104 páginas, R$ 26,90), escrita pelo músico, compositor e roteirista Paulo Garfunkel e ilustrada por Libero Maravoglia. É a mesma dupla responsável por O Vira-Lata, produzida para ser distribuída aos presidiários do Carandiru, em São Paulo, na década de 1990.
Em meio à festa de confraternização de uma indústria gráfica, um jogo de sedução embalado pelo clima de festividade e pelo álcool é o ponto de partida para uma intrincada trama em torno do desaparecimento de uma bela funcionária. Desvendar o desaparecimento da moça fica a cargo dos investigadores Mosca e Pudim, que deparam com inquietantes e inusitadas descobertas.
Chão de Fábrica apresenta uma trama policial que trata dos perigos do uso e abuso do álcool. A obra é direcionada ao público jovem e adulto, e abre a publicação de uma linha de quadrinhos pela Bússola.
A edição conta ainda com apresentação de Dráuzio Varella, com o texto Uso e abuso do álcool.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Descubra rostos em objetos do cotidiano

Você vê rostos familiares nos outros? Ou pior, você vê rostos sorrindo ou bravos e até animais em qualquer objeto? Não se preocupe, esse é um fenômeno psicológico natural, chamado pareidolia. E o melhor: já existe até uma galeria de fotos com o tema. Confira.

Maior congresso da América Latina sobre quadrinhos acontecerá na USP

2as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos
Na próxima semana, começam as 2as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos, um congresso específico sobre o estudo de HQs. O encontro acadêmico é considerado o maior do gênero na América Latina e, neste ano, será sediado na USP – Universidade de São Paulo(Avenida Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária, São Paulo).
O evento acontecerá entre os dias 20 e 23 deste mês e todas as apresentações de trabalhos e conferências se realizarão no prédio da ECA (Escola de Comunicação e Artes). A organização do congresso é do Observatório de Histórias em Quadrinhos da ECA-USP.
Esta segunda edição do congresso teve um número maior de trabalhos inscritos e aprovados. Das mais de 300 propostas de resumos recebidas, 201 foram aprovadas para integrar as 15 mesas temáticas do encontro. Em 2011, ano da primeira edição, foram apresentadas 181 comunicações.
O congresso terá um conferencista em cada um dos quatro dias do evento. John Lent, dos Estados Unidos, é tido como referência mundial nos estudos de quadrinhos. Dois dos convidados são da Espanha: Manuel Barrero e Jesús Jiménez Varea, ambos voltados a pesquisas sobre produções europeias.
O quarto convidado é o brasileiro Henrique Magalhães, professor de comunicação daUniversidade Federal da Paraíba e mantenedor da Marca de Fantasia, editora que tem o maior catálogo de obras teóricas sobre quadrinhos no País.
As conferências e mesas serão apresentadas durante a tarde e a noite, momento em que haverá também lançamentos de obras teóricas ligadas a quadrinhos.
As inscrições podem ser feitas até o dia do congresso, no site oficial do evento.
Fonte: UHQ

Divulgada a lista de convidados para a 13ª Feira HQ

cartaz 13 feira hq menor
13ª Feira HQ acontecerá de 13 a 15 de setembro, em Teresina-Pi, no Club dos Diários e na Central de Artesanato. O evento é patrocinado pelo BNB e BNDES, e apoiado pelo Governo do Estado do Piauí.
A comissão organizadora do evento acaba de divulgar a lista de convidados desta edição:
Francisco Brêtas: ator, dublador e diretor trabalha na área desde o final da década de 1980 e sua voz é lembrada em clássico da tv brasileira como Kamen Rider, Flashman, Maskman, Dragon Ball Z, além dos Pinguins de Madagascar, filmes e princialmente como o Cavaleiro Hyoga de Cisne em Cavaleiros do Zodíaco! Francisco Brêtas terá a tarde do domingo, dia 15, para interagir com o fãs na 13ª Feira HQ!

Zé Wellington: o cearence Zé Wellington é editor do Gattai Zine, criador e roteirista do projeto Interludio, indicado ao Troféu HQMIX 2010 na categoria melhor edição única independente. Tem participado de diversas coletâneas e revistas especializadas em literatura fantástica. É um dos fundadores do Mundo MASA, uma das maiores convenções de quadrinhos, animação e música do interior do Ceará. É também apresentador do videocast/programa de TV Baião Nerd. E vai trazer toda essa bagagem para a 13ª Feira HQ!como ganhar dinheiro
Iramir Araújo: para dar dicas de roteiro e falar como adaptar situações históricas para quadrinhos, convidamos o maranhense Iramir Araújo para falar de sua experiência com as obras Balaiada e A Jurujuba!como ganhar dinheiro
Mário Cau: quadrinhos e literatura sempre tiveram muito em comum. Por isso, temos visto tantas adaptações de obras clássicas para o universo dos quadrinhos. Para falar desse assunto e muito mais, a 13ª Feira HQ convidou o quadrinhista, ilustrador e professor Mário Cau para estar conosco nos dias 13, 14 e 15 de setembro! Começou a publicar em 2007 e acumula diversos títulos próprios, participações em coletâneas e coletivos de autores; trabalhos com agências de publicidade e editoras como ilustrador; aulas, palestras e workshops, e também participações em exposições coletivas. Produz a série de Histórias em Quadrinhos independentes “Pieces”, que traz histórias curtas e sem personagens fixos, mostrando pequenos momentos da vida cotidiana. Recebeu duas indicações ao Troféu HQMIX (Publicação Independente de Autor e Desenhista Revelação). Em 2010 integrou o time do elogiado livro MSP+50. Em 2013 lança a adaptação de Dom Casmurro, pela Devir Livraria, projeto vencedor do ProAC (Programa de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo).Também é professor de História em Quadrinhos e Ilustração na Pandora Escola de Arte, em Campinascomo ganhar dinheiro.
Joe Bennet: ele é um desenhista que vem de Belém-PA, fez quadrinhos de terror na década de 1990 para as revistas brasileiras Calafrio e Mestres do Terror, seguindo para as editoras norte-americanas Marvel e DC, colocando seu traço em vários personagens famosos! Vamos receber mais um artista de reconhecimento internacional!como ganhar dinheiro
Daniel HDR: ilustrador, designer e publicitário internacionalmente reconhecido pela sua fantástica carreira como desenhista de quadrinhos! A carreira desse artista é longa, tendo começado a desenhar aos 14 anos. Daniel acumula experiência de editoras como Marvel, DC e Dark Horse, além de ministrar aulas na Unisinos (RS) e dirigir o estúdio Dínamo.
Sidney Gusman: jornalista formado pela Universidade Metodista de São Bernardo do Campo, é um dos maiores especialistas em quadrinhos no Brasil. Foi sete vezes vencedor do Troféu HQ Mix, a maior premiação de quadrinhos no País. É editor-chefe do site Universo HQ e responde pelo planejamento editorial da Maurício de Sousa Produções.
É importante lembrar que as inscrições para os concursos ainda estão abertas até o dia 23 de agosto, para as 4 categorias (História em quadrinhos, ilustração, Cosplay e revista alternativa). A maioria dos concorrentes (com exceção da revista) pode se inscrever mandando seus trabalhos para o e-mail: nucleodequadrinhospi@gmail.comcomo ganhar dinheiro
Para baixar a ficha de inscrição, clique aqui.
FONTE: release

domingo, 11 de agosto de 2013

PAI (SUPER)HERÓI: Com pequenos poderes vêm grandes responsabilidades

superdad
Pense rapidamente em todos os super-pais de histórias-em-quadrinhos que você conhece. Agora, pense quais deles você acredita que são bons pais. Finalmente, se você pudesse escolher um deles para ser seu pai, qual seria? Talvez seja mais fácil pensar quem você não queria que fosse seu pai de jeito nenhum.
article-kent-2Paternidade é um tema muito presente em histórias-em-quadrinhos, mesmo sem ser o centro das grandes histórias. Grande parte do caráter das personagens mais importantes é construída a partir da relação que tiveram com os pais.
Com histórias de origem se tornando cada vez mais comuns (e repetitivas), volta-e-meia lemos sobre a importância do binômio Jonathan Kent/Jor-El na formação do Superman, o complicado papel deAlfred como pai e empregado, a perda de Matt Murdock ou Peter Parker como o empurrão definitivo para a carreira heróica, etc.
SA-Battling Jack
markoO processo de humanização característico da Era de Bronze dos quadrinhos estabeleceu uma exigência: até coadjuvantes deveriam ter um background familiar consistente, mesmo que nunca viesse a ser explorado nas histórias. Faz alguma diferença, por exemplo, saber que o pai de Lois Lane é um militar conservador e frustrado por só ter filhas? Ou que o pai de Cain Marko tinha como único objetivo se apossar da fortuna do enteado Charles Xavier? Sim, e muita.
Embora o determinismo familiar seja uma teoria muito falaciosa, é inegável que a relação paterna tem influência na formação do indivíduo. Claro que não funcionamos como aquele papel em branco, que aceita qualquer coisa que nossos pais queiram rabiscar, mas muito do nosso caráter se constrói pela rejeição e/ou aceitação do modo como a presença ou ausência do pai se dá em nossa vida desde os primeiros instantes de existência.
Voltemos, então, ao pequeno exercício de imaginação proposto no primeiro parágrafo. Há um bom número de super-heróis que precisam enfrentar o duro desafio de criar filhos entre uma aventura e outra. Mas eles são bons pais? A propósito, o que significa, dentro da realidade de um super-herói, ser um bom pai?
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Sustento
Alguém precisa pagar as contas. O senso-comum atribui esse papel ao pai, mesmo que a realidade não seja mais essa há muito tempo. Nas famílias clássicas, isso até podia dar certo (há controvérsias), mas como isso funciona para um super-pai?
2012-07-06-batman_spiderman_infographic1-e1341550228241-533x368Reed RichardsTom StrongBruce Wayne, entre outros, parecem ter recursos financeiros infinitos à disposição. Embora gastem a maior parte da grana em seus projetos e carreiras heróicas, não resta dúvidas que os filhos recebem todos os cuidados que o dinheiro pode comprar. Facilita muito o fato de que os dois primeiros têm identidade publicamente reconhecida e serem cientistas com contratos de pesquisa milionários, enquanto o último é o dono de uma poderosa corporação.
A coisa se complica quando se é herói de meio-período. Conciliar o emprego e a carreira super-heróica não é a mesma coisa que o sujeito jogar bola duas vezes por semana depois do expediente antes de voltar pra casa. Super-heroísmo é um hobby muito caro. Mesmo. E não estamos falando só do dinheiro.
Superhero-298x300Super-heróis ficam um bom tempo afastados do trabalho, o que dificulta um emprego normal, daqueles de bater o ponto. Então, restam o sub-emprego, que paga mal, e o trabalho autônomo, que não tem garantias financeiras e pode exigir muito mais tempo de dedicação do que a carreira heróica permite. Em tempos de crise, o seguro-desemprego talvez seja a única fonte de renda acessível.
Ter um filho sem poder sustentá-lo não parece realmente coisa de super-herói. Espera-se que eles sejam responsáveis. Mesmo assim, me intriga o fato de não aparecer alguém batendo na porta de Gambit, Johnny Storm ou Tony Stark com um bebê (se bem que os dois últimos também não têm problemas financeiros).
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938971110Proteção
Proteger os filhos é a função mais simples e inquestionável que um pai deveria ter (e é chocante que tantos pais fracassem de maneira tão abissal), até porque somos pateticamente frágeis nos primeiros anos de vida.
Marvel_Zombies_Dead_Days_Vol_1_1_page_13_Franklin_Richards_(Earth-2149)Os problemas de um super-pai nesse aspecto são muito diversos. O mais óbvio é o risco de algum inimigo descobrir que um herói tem filhos. Pior ainda quando todo o mundo sabe quem você é e quem são seus filhos! (Reed Richards não parece tão inteligente assim, se considerarmos o quesito segurança familiar). E se os filhos resolvem que precisam acompanhar os pais nas ações heróicas? Como protegê-los em campo? É possível trancá-los dentro de casa? E a pergunta inevitável: se um herói tiver que escolher entre salvar o planeta ou o filho?
askanisonDependendo da natureza de seus poderes, um super-pai pode ter que proteger os filhos de si mesmo, já que situações cotidianas inofensivas para gente normal se tornam muito perigosas quando super-poderes estão envolvidos. Quanta força Tom Strong poderia usar para tirar um objeto perigoso da mão deTesla quando era um bebê? De que maneira os poderes de Magneto afetariam o desenvolvimento do pequeno Charles (Era de Apocalipse)? E se o bebê Nathan puxasse os óculos do pai de repente? (Óculos parecem exercer uma atração irresistível sobre bebês).
Se o casamento já é uma decisão mais do que delicada para um super-herói, ter filhos é ainda pior: em hipótese alguma pode ser conseqüência de um acidente.
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Educação
odin-v-thorEducar os filhos talvez seja a parte mais difícil da aventura da paternidade. Estão em jogo a felicidade dos filhos, a imagem da família, as exigências da sociedade, as necessidades objetivas e subjetivas de alguém que não veio com um manual de instruções.
Há, é claro, livros, TV, revistas, redes sociais, amigos, milhões de fontes de informação e conselhos sobre como educar os filhos de modo que eles cresçam saudáveis e se tornem indivíduos produtivos, ajustados à vida em sociedade, independentes e felizes (a ordem varia). Toda essa ajuda atrapalha um bocado, já que o pai agora precisa filtrar e excluir as incontáveis bobagens à disposição.
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Tirando os pais mortos, desaparecidos ou abusivos, os super-pais talvez sejam os mais ausentes de todos. Sempre existe uma invasão alienígena, um raio-da-morte, um gatinho na árvore que exigem atenção imediata. Os filhos acabam mesmo em segundo plano. Você pode até dizer que médicos, policiais, bombeiros e outros profissionais têm o mesmo problema. Discordo. Heróis não têm expediente fixo ou folga semanal.
tumblr_lsnrg6zUUu1qkz9yno1_500A coisa se complica ainda mais se a identidade do herói for secreta. Ele não pode dizer ao filho que não pode levá-lo ao aniversário do amiguinho porque precisa desviar um meteoro em rota de colisão com a Terra. Criança nenhuma é capaz de guardar um segredo como esse. Não que a vida de um super-pai publicamente conhecido seja mais fácil nesse aspecto. Imagine como é difícil fazer seu filho entender que ele está no cantinho-da-disciplina porque bateu no coleguinha da escola que pegou seu lápis sem pedir e, logo em seguida, sair para trocar socos, tiros ou rajadas óticas contra vilões que roubaram um banco, com cobertura ao vivo da TV.
superlaraHá, também, o problema de ensinar os super-filhos a usar corretamente os poderes. Até onde sabemos, os mutantes são os únicos que têm uma escola especializada. É bem provável que o Instituto Xavier aceitasse jovens poderosos não-mutantes, mas resta o problema de que a mutação ocorre na adolescência e alguns dos filhos de super-heróis já apresentam poderes na infância.
JQ
BatmanRobin10_400Se os filhos têm poderes semelhantes aos dos pais, talvez o processo seja um pouco mais fácil. Mas o mais comum é que os poderes sejam muito diferentes e até muito superiores: educar Jenny Quantum ou Franklin Richards talvez seja mais importante do que impedir a destruição da Terra, porque a existência do multiverso está em jogo.
A adolescência deve ser o período mais complicado. Todo o adolescente se sente injustiçado pelo pai pelo menos uma vez na vida. Uma palavra mal-colocada, um castigo mal-assimilado ou um simples mal-entendido podem ser o pequeno estímulo que iniciará uma terrível carreira super-vilanesca. E adivinha quem é que vai ter que enfrentar o problema!
Se existe alguma tabela de correspondência entre grau de poder e nível de responsabilidade, é certo que o pátreo poder é o mais baixo em termos de capacidade, mas o mais alto na responsabilidade.
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wolvjub
Suporte emocional
bannerEpaiOs conservadores vão dizer que esse é um papel materno (daquelas bobagens consagradas pelo mito de que o homem não deve expor sentimentos ou abandonar a racionalidade). Pai algum tem todas as respostas (e aqueles que acham que têm geralmente só conseguem deixar os filhos inseguros, incomodados ou irritados), mas qualquer pai deveria ser capaz de dar um abraço, ver o teatrinho da escola, ajudar a soprar as velinhas do bolo, ter uma conversa franca, ouvir os lamentos, participar das conquistas… Talvez os filhos prefiram a mãe para esse tipo de coisa, mas é importante que o pai esteja pronto para dar suporte emocional quando necessário.
Esse é um aspecto pouquíssimo trabalhado no universo dos quadrinhos super-heróicos. Todas as minhas referências são de personagens humanas normais: Tex Willerconfortando o filho Kit após a trágica morte do primeiro amor do rapaz, Jonathan Kentajudando Clark a lidar com o fato de ser um outsider, sei-lá-quantas histórias da Turma da Mônica, etc.Jonathan_Kent_Earth-1_004
dickgraysonalfredEntre os super-pais, Reed Richards é, quase sempre, um pai emocionalmente ausente. Tom Strong não tem nenhuma história (que eu me lembre) que trabalhe a relação familiar nesse nível de exposição. Peter Parker é tão banana que provavelmente é a filha que serve de suporte emocional pra ele. Ciclope? Militarista. Magneto? Fundamentalista.Wolverine? Deixa pra lá (se bem que ele até se virou bem como suporte da Jubileu). Batman? Você realmente consegue imaginar o Batman dando suporte emocional pra quem quer que seja? (Verdade que também é bem difícil imaginar Damian precisando de um abraço, mas os primeiros anos devem ter sido bem difíceis para Dick).
(Mas quando acontece arranca lágrimas do coração mais rochoso)(Pois é… Alguém conseguiu).
Parece haver uma certa incompatibilidade entre a carreira super-heróica e o papel paterno de ser suporte emocional dos filhos. Não é pra menos: super-heróis raramente têm chance de expressar as emoções. Ou, pelo menos, não vemos nada disso acontecendo nos gibis. Podemos supor que seja apenas uma parte da vida familiar desinteressante para nós leitores que os roteiristas simplesmente não mencionam?
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Legado
942318-astraUm bom pai quer que seu filho tenha sucesso, seja feliz, faça alguma coisa importante na vida. Se tem orgulho de sua própria condição, muito provavelmente deseja que o filho siga o mesmo caminho. Ao menos por esse aspecto, parece que a maioria dos super-pais é bem-sucedida na criação dos filhos. É comum vermos histórias em que pai e filho lutam juntos contra o mal ou, no mínimo, a simples passagem de bastão.
linhagemWalkerO caso mais bem-sucedido de legado heróico, sem sombra de dúvida, é a família Walker e suas (no mínimo) 28 gerações de Fantasmas. Desde 1536, todos os meninos (e algumas meninas) da família foram preparados para assumir o colante roxo. É verdade que nem todos o fizeram — até porque nem todos foram filhos únicos e escolhia-se o mais adequado para o cargo —, mas todos se mantiveram fiéis ao legado do Fantasma, mesmo fora da carreira heróica. (Na verdade, um se desviou — o irmão do 27.º Fantasma —, mas é um único fracasso numa longuíssima linhagem de sucesso).
Sabemos pouca coisa sobre a infância e a adolescência deles e, portanto, não temos muitas pistas sobre como esse legado foi transmitido e assimilado por tanto tempo. Sabemos apenas que a linhagem quase se interrompeu com Kit Walker (o 24.º Fantasma— deve ser o nome mais comum na história da família), que aprendeu o serviço na marra (sua mãe quis poupá-lo do fardo e não revelou o segredo da família até ser inevitável —Phantom 2040), mas ele certamente preservou a tradição, já que seu bisneto e sua tataraneta acompanharam Flash Gordon e Mandrake na equipe conhecida comoDefensores da Terra.
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TedStrMnEm termos de consistência de roteiro, a melhor história de passagem de bastão (que eu lembro agora) é o primeiro arco de Jack Knight como Starman. Filho de Ted Knight, oStarman original, ele recebe o bastão cósmico (HAH!) a contragosto, após a morte do irmão mais velho. Jack não quer seguir a carreira do pai e essa já era uma posição muito forte antes mesmo do irmão ser morto em ação. Acha o uniforme ridículo (e é mesmo), não vê sentido em passar as noites acordado caçando criminosos, considera fútil todo o assédio do público e da imprensa, tem certeza de que a maior parte do trabalho que o pai e o irmão fizeram poderia ser feito por policiais e bombeiros comuns.
StarmanO reencontro com o passado e as circunstâncias fazem com que ele aceite o legado, mas com duas condições: só entrará em ação em último caso, quando houver certeza de que nenhuma pessoa comum pode resolver o problema, e jamais vestirá o uniforme vermelho — ele luta contra os inimigos usando jeans, camiseta, sobretudo, óculos anti-clarão e uma estrela de xerife (você deve concordar que é muito mais cool). Não é o que o pai dele considera ideal, mas é o bastante para deixá-lo satisfeito e orgulhoso.
O problema do conceito de legado é que ele não dá muito espaço para os filhos construírem seus próprios projetos de vida. Há por aí um incontável número de jovens tentando carreiras em Direito ou Medicina, etc, para realizar a vontade do pai. Para esses jovens, ser filho de médico, advogado, dentista, whatever, é um peso. Conseguem, então, imaginar o peso que carregam os filhos de super-heróis? Quantas vezes por dia eles ouvem o discurso sobre poder e responsabilidade? E se o que eles realmente querem é ter uma vida normal?
argu
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Depois de pensar tudo isso, tenho duas certezas: (1) ainda bem que meu pai não é um super-herói e (2), se um dia eu me tornar um super-herói, é melhor ter um sidekick do que um filho, porque o sidekick pode ser demitido.
(E com resultados discutíveis)(Essa pode não ser uma boa idéia também).