segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Lançamento de "Qico" (Quadrinistas Independentes do Centro-Oeste)

Capa QicoQico (Quadrinistas Independentes do Centro-Oeste) é o nome da mais nova Revista lançada em Brasília, a publicação com formato 22 cm x 16 cm, capa couchê colorida, miolo com 40 páginas em tons de cinza em couchê, reúne HQs dos artistas, Heluiza Bragança, Cátia Ana, Daniel Costa, Sólon Maia, Verônica Saiki e Vivianne Fair.
Segundo a própria edição a publicação é a reunião de histórias e tiras de alguns quadrinistas independentes do centro-oeste. Esta edição tem romance e suspense, ação e heroísmo reflexão e humor, tem aviador, super-herói, médico, artista plástico e até caçadora de vampiros! Tem histórias para todos os gostos!
Segundo informações da Verônica Saiki e Cátia Ana, durante o bate papo na Radio Federal, no dia 27, sábado passado, a publicação provavelmente será anual, podendo entrar outros artistas caso haja espaço livre nas próximas edições.
A publicação foi elogiada por Sidney Gusman do Universo HQ e pelo José Salles da editora Jupiter 2.
Ainda no sábado 27, as artistas Verônica Saiki e Cátia Ana estiveram na Martinica Café 303 norte, lançando a edição, confira a foto abaixo.
Verônica Saiki e Cátia Ana
Para comprar sua edição escreva para verdugohqs@yahoo.com.br
Custa R$: 7,00 reais já com frete incluso.
Saiba mais sobre a Revista Qico acessando:
http://www.verdugooinacreditavel.blogspot.com.br/
Fonte: Zine Brasil

A terceira onda: Quadrinhos paraibanos rumo à profissionalização


A terceira onda
Henrique Magalhães (org.)
Série Corisco, 9, 3a. ed.
João Pessoa: Marca de Fantasia: 2013. 32p. 14x20cm. R$6,00.
ISBN 978-85-7999-079-3

Em 1963, em Campina Grande, o pioneirismo de Deodato Borges fez surgir O Flama, primeiro personagem e revista em quadrinhos da Paraíba. No início da década de 1970, em João Pessoa, aconteceu o que podemos chamar de “primeira onda”, com a passagem de nossos jornais da impressão “a quente”, para a offset. Uma série de personagens surge, então, da pena do próprio Deodato Borges (Planeta Maluco), Richard Muniz (Shangai), Luzardo Alves (Bat-Madame), Marcos Tavares e Juca (Adub, o camelo) invadindo nossa imprensa diária e a imprensa alternativa.
O lançamento dos suplementos dominicais O Norte em Quadrinhos, do jornal O Norte, a partir de 1975, e O Pirralho, de A União, a partir de 1976, detonou a “segunda onda”, com inúmeros quadrinistas despontando com seus heróis e heroínas em tiras e HQ de aventura e humor. Esta fase durou até o final da década de 1970, com alguns autores persistindo, em seguida, na publicação de tiras diárias.
Também nesse período viu-se florescer um sem número de revistas alternativas: Emir ribeiro lançou uma série com a personagem Velta; Henrique Magalhães produziu uma dezena de revistas Maria; Deodato Borges e Filho fizeram circulara a HQ. Essas revistas continuaram saindo até o início dos anos 80, com algumas experiências de publicações coletivas, como as revistas Gran Circus e Leve Metal. Os fanzines vieram, então, substituir as revistas, abrindo um espaço reflexivo fundamental para o amadurecimento dos quadrinhos paraibanos.
A “terceira onda” começou ainda na década de 1980, mas tem se consolidado nos anos 90, com os quadrinistas atingindo a profissionalização. Cristovam Tadeu e Henrique Magalhães ampliam a criação de personagens e ocupam espaço em revistas e jornais diários da Paraíba. Deodato Filho e Emir Ribeiro invadem os Estados Unidos, produzindo um trabalho de reconhecida qualidade dentro do universo dos super-heróis e conquistam o público estadunidense.
Esta brochura é uma pequena amostra da produção dos autores dessa “terceira onda”, o registro de um momento de transição que poderá abrir perspectivas ilimitadas para os quadrinhos paraibanos.
Nota à 3a edição: Esta edição procura ser o mais que possível fiel à original, reproduzindo os textos com breve revisão gramatical, mantendo o contexto em que foi publicada, no que tange ao seu recorte temporal. 

HQ de Gian Danton e Ricardo Manhães é selecionada em edital de literatura

Poti - cor
A história em quadrinhos Turma da Tribo, com roteiro de Gian Danton e arte de Ricardo Manhães, foi um dos trabalhos selecionados no edital Simãozinho Sonhador, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado do Amapá.
Turma da Tribo é uma história em quadrinho infantil voltada para temas amazônicos, como a preservação da floresta. Nela, a realidade local, como um jantar à base de açaí e camarão, se mistura ao traço europeu de Manhães. Repleta de trocadilhos e palavras regionais (o vilão chama-se  Doutor Malino), a série também se destaca pelo humor gráfico.
Na história, os índios Poti, Apoema e Toró encontram uma área de floresta devastada, com árvores caídas para todos os lados. Logo descobrem que se trata do plano de um vilão e seus desastrados ajudantes, que pretendem se apoderar de toda a madeira de lei da reserva. Para impedi-los, o trio contará com a ajuda de Baquara, o inventor da tribo. Mas a grande ajuda mesmo acaba vindo de um ser da floresta, o Caipora.
Gian Danton é roteirista de quadrinhos desde 1989, já tendo trabalhado para diversas editoras e revistas, entre elas a MAD. Durante anos foi o roteirista de Joe Bennett, com o qual criou a cultuada HQ Família Titã.  Seu trabalho mais conhecido na área foi o texto da graphic novel em duas partes Manticore, ganhadora dos prêmios Ângelo Agostini, HQ Mix  e Nova.
Foi um dos selecionados para o álbum MSP+50 em homenagem aos 50 anos de carreira  de
Maurício de Sousa, para o qual produziu uma versão vintage do Astronauta, com desenhos de JJ Marreiro. Seu livro Grafipar, a editora que saiu do eixo, foi indicado este ano para o prêmio HQ Mix na categoria melhor livro teórico.
Ricardo Manhães é ilustrador e autor de história em quadrinhos. Trabalhando há mais de 14 anos para o mercado europeu de HQ , conta com participações em coleções importantes do mercado Francês e Belga como “Les Guides  en BD” e “Les Foot Furieux”, e também várias publicações traduzidas para o Holandês. Todos os álbuns  publicados, seja solo ou em participações, somam mais de 160.000 exemplares vendidos na Europa. Em 2010 foi convidado a fazer sua versão da Turma da Mônica, em estilo Franco-Belga de humor, para o álbum MSP+50 em homenagem aos 50 anos de carreira de Mauricio de Sousa.
FONTE: release

Brasil 1500 – Chegada ao Paraíso

A História do descobrimento do Brasil é contada há décadas e décadas por livros, professores de histórias, filmes, documentos e até por que não, por leigos!
É uma história longa e pesada, e convenhamos, muitas vezes acaba ficando chato de ler um livro inteiro sobre o assunto tão incerto. Mas se podemos ter uma certeza é que agora isso muda bastante de figura com a trilogia em quadrinhos publicada pela Devir Livraria, escrita por Fabio Fonseca.
Brasil 1500 conta a história do nosso país no formato de quadrinhos e apresenta o período do final do século XV que ficou conhecido como o das grandes explorações. Destemidos navegantes partiam em missões pelos mares sem saber se, um dia, retornariam às suas pátrias, movidos apenas pelos sonhos e promessas de riquezas.
No entanto, por trás dessas expedições europeias, houve muitas intrigas, disputas políticas e espionagem. Partindo desse conceito, esse segundo volume da série conta o trajeto de caravelas que partiram de Portugal até as Índias. Devido a um “erro de percurso” os navegantes acabaram parando por aqui, no Brasil!
O que vemos é o primeiro contato dos portugueses com essa terra rica, verde e cheia de nativos, que foram apelidados de Índios!!! A história acaba caindo no cliché e acaba sendo a mesma apresentada nas escolas: os portugueses chegaram por aqui “de boa”, sem nenhum tipo de batalha ou imposição. Confesso que eu esperava por um pouco mais de sangue e lutas.
É um texto bem lúdico e leve, sem deixar de esquecer do romance, entre Gonçalo e uma índia. Ele luta pelo amor dela e a salva de abuso sexual de outros portugueses. O segundo volume é focado principalmente em mostrar o lado bem frágil dos índios, que não estavam preparados para a abordagem do homem branco.

Mantendo o bom ritmo narrativo e com ilustrações fantásticas assinadas pelos paraenses Andrei Miralha e Otoniel Oliveira, aliás, vale destacar que a dupla também se aventura também na animação, a arte segue uma estética que em alguns quadrinhos parece ser desenhada por cima de fotografias. Tudo bem realista.
Pelas páginas nos deparamos com boas composições e marcação de luz e sombra, além de um enorme detalhamento no corpo, tanto dos índios nus, quanto dos portugueses, deixando as história bem orgânica e real!
Destaque também para dupla em outro quesito: genial como eles diferenciaram os índios dos portugueses. Os índios são representados graficamente com linhas curvadas e arredondados, já os português seguem com traços mais retos.
Ponto positivo para a Devir Livraria que deixou espaço para uma surpresinha deixada no final da edição. Os ilustradores fizeram um pequeno making of, mostrando os estudos e as ilustrações antes de serem coloridas.
Brasil 1500: Caminho das Índias é uma leitura bem leve, divertida, didática e pode-se dizer que inusitada em alguns pontos. Vale pra todo mundo, desde quem está estudando agora até para aqueles que cochilaram nas aulas de História.
Em breve você confere aqui no Impulso HQ a resenha da última parte dessa aventura “Brasil 1500 – Caminho das Índias”. E não deixe de conferir a Resenha HQB do primeiro volume “Brasil 1500 – Segredo de Estado”, clicando aqui.
Brasil 1500: Chegada ao Paraíso
Devir Livraria
História: Fábio Fonseca
Arte:Andrei Miralha e Otoniel Oliveira
Colorido
Papel couché 115 g/m²
20,5 × 27,5 cm
48 páginas
R$ 29,50 

Fonte: Impulso HQ

Oficina de criatividade na Gibiteca de Santos

Com o nome de ‘Criatividade, o que eu faço com ela?’, a Gibiteca Marcel Rodrigues Paes realiza uma oficina com o cartunista e chargista Seri, criador da personagem Bigail. Com inscrições gratuitas, a oficina acontece aos sábados, de 10 a 24 de agosto, das 9h às 13h.
Divididas em três módulos, as aulas terão os primeiros 30% do tempo destinados a uma breve palestra sobre o tema, seguida de exibição de áudio visual. O restante do período será preenchido com exercícios e atividades relacionadas. A proposta é que, depois disso, os participantes desenvolvam seu próprio potencial, além de identificar algumas das várias possibilidades de atuação do profissional criativo.
Sergio Ribeiro Lemos, o Seri, é um profissional com larga experiência em linguagem gráfica, quadrinhos e criação de personagens. Atualmente trabalha como chargista e ilustrador no Diário do Grande ABC e atuou no jornal A Tribuna, de Santos, por muitos anos. Premiado no Salão de Humor de Canindé (1990), Concurso de Banda Desenhada de Loullé/Portugal (1991), Mostra de quadrinhos de Cuba (1991), II Salão de Humor de Santos (1997), Salão de Humor de Piracicaba (2002), Salão de Humor de Maróstica, na Itália (2011), entre outros.
Ainda é autor dos livros infantis “Dado, o Gato Sem Rabo” e “Oto, o Menino que Abraçava Árvore”, além de participar de catálogos de exposições internacionais como o de Zagreb, na Croácia, e até na China.
As vagas são limitadas, as inscrições iniciam no dia 5 de agosto, na própria Gibiteca ou pelo telefone 3288-1300.
A Gibiteca Marcel Rodrigues Paes fica no Posto 5, em frente à rua Osvaldo Cruz, na avenida da praia, no Boqueirão. Funciona todos os dias das 9h às 19h e, aos sábados e domingos, das 9h às 13h. 
Fonte: Impulso HQ

terça-feira, 30 de julho de 2013

CAFÉ E QUADRINHOS ESQUENTAM A NOITE DE NATAL, HOJE!

EXPOSIÇÃO EM NOME DA ABOLIÇÃO

Exposição nos 17 anos do MAC
Uma exposição reunindo trabalhos de três artistas plásticos de linguagens bem distintas, dos quais um do século XIX, marca as comemorações pelos 17 anos do Museu de Arte Contemporânea (MAC). O vernissage, na noite de quinta-feira, 25, com show da banda Animatrio, também teve como ponto alto a inauguração da sala dedicada às histórias em quadrinhos.
A mostra permanece até 19 de agosto, reunindo 14 telas do artista plástico feirense Suzart; mais 18 obras do artista soteropolitano Rogério Géu e outras 13 de Samuca, também de Salvador.
O destaque para a produção do artista feirense Suzart, que com a mostra “Sonhos e Recôncavo” retrata nas telas crianças e mulheres nuas, jovens e idosas. “A exposição traz artistas jovens de linguagens diferentes, sendo que Suzart é mais experiente, já tendo conquistado premiações na Bienal do Recôncavo, justamente por isso se tornando o principal desta mostra”, frisou o O chefe da Divisão de Artes Plásticas e Literatura e administrador do MAC, Edson Machado.
Durante a exposição, a homenagem à produção histórica de Ângelo Agostini, um italiano que viveu no Brasil na época da escravidão e se tornou ferrenho abolicionista, enfrentando a corte com sua arte. O homenageado é considerado o pai dos quadrinhos no país.
O curador da mostra, Marcos Franco, destaca a importância do trabalho de Ângelo Agostini, não somente por ser o primeiro a criar quadrinhos no Brasil. “Além de quadrinhista, ele também era editor, jornalista, crítico de arte, xologravurista e litogravurista. Era um verdadeiro artista na essência da palavra”, frisou.

A vernissage contou com a presença do secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Jailton Batista, que ressaltou o compromisso do Governo Municipal em promover o desenvolvimento da cultura, fomentando eventos desta natureza. (Ronaldo Belo)

Fantasmagoriana e Peter Pan Vol.2

 Editora Nemo divulgou dois de seus próximos lançamentos: uma coletânea do editor Wellington Srbek e do mestre Flavio Colin, e o segundo volume do clássico Peter Pan, reinterpretado pelo quadrinhista francês Régis Loisel. Confira as sinopses: 
Fantasmagoriana & Outros Contos Sombrios
De Wellington Srbek e Flavio Colin
Após criarem o já clássico Estórias Gerais, o desenhista Flavio Colin produziu para o roteirista Wellington Srbek três outras HQs. Publicadas em revistas independentes, entre 2000 e 2002, “A Companhia das Sombras”, “Admirável Novo Mundo” e“Uma noite no fim do mundo” ganham agora sua primeira edição conjunta. A terceira delas, lançada na revistaFantasmagoriana, renderia a Srbek os troféus HQMix de “Melhor Graphic Novel Nacional” e o Angelo Agostini de “Melhor Roteirista”. Tendo como tema o terror, esta coletânea de contos sombrios traz o traço de Colin em toda sua expressividade, incluindo a última HQ desenhada por ele.
Formato 22,5 x 32 cm, 48 páginas, capa cartonada, R$ 28,00.

Peter Pan – Volume 2
De Régis Loisel
A extraordinária recriação da aventura de Peter Pan, traduzida para o universo adulto por Régis Loisel, continua neste segundo volume pela Editora Nemo. Após enfrentar seus primeiros desafios na Terra do Nunca, o irreverente Peter ajudará o fauno Pane seus amigos do povo imaginário num plano para enganar o Capitão dos piratas. Mas as coisas não saem como planejado e nosso pequeno herói terá de lidar com as terríveis consequências e a responsabilidade de ser um chefe. Uma aventura bela e imperdível, sobre imaginação e crueldade, amizade e coragem.
Formato 24 x 32 cm, 120 páginas, capa dura, R$ 69,00.
A Editora Nemo, divisão do Grupo Editorial Autêntica, estreou em julho de 2011 com a proposta de reunir nomes consagrados das HQs e autores brasileiros contemporâneos. Comandada por Wellington Srbek, já trouxe trabalhos de Moebius, Enki Bilal, Hugo Pratt, entre outros. 
Fonte:  HQM

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Site transforma histórias inspiradoras em quadrinhos motivacionais

I Have the RightO site Zen Pencils apresenta uma proposta diferente. O cartunista australiano Gavin Aung Than transforma histórias inspiradoras em quadrinhos motivacionais, usando como base frases de pessoas famosas, como poetas, presidentes, comediantes etc. “Uso frases de qualquer pessoa que me inspira, desafia o meu modo de pensar ou me faz rir”, afirma.
Zen Pencils foi lançado em 2012, depois que Gavin decidiu abandonar seu trabalho dedesigner gráfico para se dedicar à sua verdadeira paixão, as histórias em quadrinhos. Até o momento, ele já publicou mais de 120 HQs. As atualizações costumam ser semanais.
O site possui ainda uma seção para qualquer pessoa colaborar com frases que possam ser transformadas em quadrinhos pelo autor. Diversas histórias estão sendo traduzidas para o português e sendo publicadas pelo site Outros Quadrinhos.
Clique na imagem abaixo para ler uma das HQs de Gavin, em inglês, intitulada I Have the Right(Eu tenho o direito), sobre Malala Yousafzai, uma menina paquistanesa.
Gavin Aung Than
Fonte: UHQ

DOCUMENTO ESPECIAL: os quadrinhos brasileiros - Parte 3

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Exposição sobre HQ agita a Bahia

HQ: A HISTÓRIA DAS NOSSAS HISTÓRIAS
Na manhã da última segunda-feira, 15 de julho, o público pode conferir a abertura da exposição HQ: A História das Nossas Histórias, no foyer do CAHL (Centro de Arte, Humanidades e Letras), na cidade histórica de Cachoeira, localizada no recôncavo baiano.
             Com curadoria dos alunos Marcos Franco, Stephanie Barbosa, Zilda Marcelina e George Silva, a exposição traça um panorama da história do quadrinho nacional. Segundo Marcos Franco, que também é quadrinhista, a mostra tem caráter histórico e destaca a trajetória das histórias em quadrinhos nacionais, desde sua origem, no século XIX, até a contemporaneidade.

              Os módulos expositivos da mostra seguem uma ordem cronológica, desde a origem dos quadrinhos nacionais, enfocando o trabalho de Angelo Agostini (autor pioneiro dos quadrinhos no país) aos gêneros ficcionais mais frutíferos. O discurso expositivo relaciona o contexto no qual cada quadrinho foi criado, apontando as características iconográficas e a identidade estilística na produção do período.
             Estarão sendo expostas revistas, álbuns e reproduções de obras de mestres do quadrinho brasileiro como Nico Rosso, Flávio Colin, Primaggio Mantovi, José Lanzellotti e Jô Oliveira; e de outros grandes nomes do passado e presente, como Francisco Vilachã, Angeli, Gustavo Machado, Santiago, Laudo Ferreira Júnior, Márcio Nicolosi, Leonardo Melo, João Pinheiro, Spacca, Guilherme Caldas, Paula Mastroberti, Allan Goldman, Christie Queiroz, Carlos Ferreira, Cristina Judar e Gil Mendes.   

            A exposição, que integra a grade curricular do curso de Museologia, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), estará aberta a visitação das 8:00h às 18:00h, com entrada franca, até o dia 25 de julho de 2013, na Rua Maestro Irineu Sacramento, S/N, Centro - Cachoeira-BA. 

DOCUMENTO ESPECIAL: os quadrinhos brasileiros - Parte 2

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Tosquices em quadrinhos


Toscomics
Samanta Flôor
Série Café Espacial apresenta, n. 1. João Pessoa: Marca de Fantasia: 2013. 60p. 14x20cm. R$12,00.
ISBN 978-85-7999-073-1
A Editora Marca de Fantasia e a Café Espacial se unem para servir uma nova série de álbuns: Café Espacial apresenta. Como uma deliciosa xícara de histórias em quadrinhos autorais, a série é uma proposta da editora de dar destaque a autores da Café Espacial. E a estreia é com a quadrinhista gaúcha Samanta Flôor.
Formada em Arquitetura, Samanta Flôor seguiu sua paixão por ilustração e fez pós-graduação em Expressão Gráfica pela PUC-RS. A artista trabalha como ilustradora freelancer desde 2008, mas nunca deixou de criar trabalhos autorais, inicialmente sempre inspirada em seu próprio cotidiano.
A série de humor escrachado que ela mesma intitulou de Toscomics, apresenta quadrinhos para quem gosta do melhor das tosquices – ou para quem gosta de “toscos” de qualidade. São histórias em quadrinhos que misturam fatos corriqueiros do dia-a-dia quase sempre autobiográficos. Quase.
Café Espacial apresenta n. 1: Toscomics traz uma seleção dos melhores trabalhos de Samanta desde sempre. De antigos a novos, dos já conhecidos da internet aos inéditos, a publicação reúne quase que de forma cronológica os trabalhos dessa talentosa quadrinhista.
Leve e divertido, como a vida deve ser. Esse é o resultado da leitura desses quadrinhos “toscos”. Delicie-se e dê boas risadas.

O rebuliço apaixonante dos fanzines

Via Marca de Fantasia
O rebuliço apaixonante dos fanzinesHenrique Magalhães
Série Quiosque, 27, 3a. ed.
João Pessoa: Marca de Fantasia: 2013. 128p. 13x19cm. R$20,00.
ISBN 978-85-7999-077-9
O rebuliço apaixonante dos fanzines é uma adaptação da dissertação de Mestrado de Henrique Magalhães, defendida em 1990 na Escola de Comunicação e Artes da USP, São Paulo. O texto aborda a história dos fanzines desde sua origem, no final da década de 1920 nos Estados Unidos, mas estuda prioritariamente a produção brasileira, desde 1965, quando iniciou-se, até o final da década de 1980.
A história dos fanzines no Brasil começa com dois boletins editados simultaneamente em 1965, O Cobra, da I Convenção de Ficção Científica, realizada em São Paulo e Ficção, este dedicado aos quadrinhos e editado em Piracicaba por Edson Rontani. Além de definir o termo fanzine, o livro classifica esses magazines em vários gêneros, como fanzines de música, literários, de cinema, além de quadrinhos, estes merecendo uma atenção especial do autor.
Por fanzine, entende-se as publicações amadoras, sem fins lucrativos, feitos muitas vezes de forma artesanal (com colagens, impressos em mimeógrafos ou fotocópias). São editados quase sempre em pequenas tiragens e servem para a expressão livre de seus editores a respeito de qualquer arte ou hobby. No Brasil, a maioria é feita por indivíduos, que mantêm entre si um forte intercâmbio de publicações e informações, criando uma verdadeira rede de comunicação e estreitando os laços de amizades. Os fanzines servem para a crítica das publicações do mercado, para o lançamento de novos autores e para as experimentações gráficas.
Além da história dos fanzines, Henrique descreve seus momentos de esplendor e crise, até a incansável busca de perspectivas e saídas para a produção. A introdução do livro faz uma reflexão teórica sobre imprensa alternativa e as publicações reflexivas do mercado. Traz ainda informações sobre o processo de produção dos fanzines e a descrição de dois fanzines-chave para esse gênero de publicação: Quadrix, de Worney A. de Souza, e O Grupo Juvenil, fanzine de nostalgia dos quadrinhos editado por Jorge Barwinkel.
Apesar de o trabalho ter o recorte temporal até o final da década de 1980, aponta as tendências que se confirmariam no decorrer da década seguinte, como a retomada da produção e o aperfeiçoamento técnico com a disseminação da informática.
Parte desse livro foi editado em 1993 pela editora Brasiliense, na coleção Primeiros Passos, com o títuloO que é fanzine. Em 2003 a Marca de Fantasia lançou O rebuliço apaixonante dos fanzines, com o texto completo da dissertação, enriquecendo-o com ilustrações. Tanto a edição da Brasiliense quanto a da Marca de Fantasia tiveram grande acolhida do público, formado principalmente por estudantes de Comunicação Social. Esgotadas essas edições, em 2011 saiu a versão digital do livro, que agora é retomado em edição impressa, com ampla revisão e reformulação estrutural.

Ayrton Senna e Emerson Fittipaldi juntos em desenho animado

Tooned 50
Alguns dos maiores pilotos da história da Fórmula 1  acabam de ganhar uma versão em desenho animado.
Ayrton Senna, Emerson Fittipaldi, Alain Prost, Mika Häkkinen e outras feras do volante são os protagonistas de Tooned 50, série de animações comemorativa aos 50 anos da escuderiaMcLaren, completados neste ano.
Segundo o site Canal da Velocidade, os episódios, que narram a trajetória da McLaren, também trazem personagens criados exclusivamente para a série.
Clique aqui e confira a primeira parte de Tooned 50.
Via UHQ

TELEMORFOSE HQ: documentário de 1969

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Lendas da Antiguidade é o novo especial temático Disney

Lendas da AntiguidadeO que há de verdade nos mitos de Nero, Olímpia, Pompeia e tantos outros mais? Mickey, Pateta, Donald, Pardal, Tio Patinhas são os arqueólogos de Patópolis que vão responder a essas e outras perguntas.
Lendas da Antiguidade (formatinho, 304 páginas, R$ 16,00) é mais um especial temático Disney, com diversas HQs selecionadas pelo editor Paulo Maffia.
Dentre os destaques da edição, a primeira aventura com a participação de Indiana Pateta, inédita no Brasil.
O título é um lançamento da Editora Abril e já está nas bancas.
Via UHQ