sexta-feira, 3 de maio de 2013

Escolas recebem recursos do MEC para ações de Educação Patrimonial


Já estão disponíveis as novas publicações da atividade de Educação Patrimonial. As Fichas e o Manual de Aplicação direcionados à realização do inventário pedagógico nas 313 escolas estaduais e municipais que aderiram neste ano à nova atividade são parte do Programa Mais Educação, do Ministério da Educação (MEC). As fichas para o inventário foram desenvolvidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) adaptando a metodologia do Inventário Nacional de Referências Culturais - INRC. As publicações estão em versão preliminar neste primeiro ano e ficarão disponíveis para download no site do IPHAN e do Mais Educação.
Além das publicações, o kit completo para realizar as atividades é composto por cinco máquinas fotográficas com a função filmagem; cinco gravadores de áudio digital (MP3); um HD externo; um tripé de câmera; fichas para o inventário impressas reunidas em fichários; cartucho colorido de impressora ou apoio para serviço de impressão; RS 1 mil como apoio para as saídas de campo; R$ 700 para produzir exposições, encontros, rodas de memória, mostras de filmes e outros documentos, a partir dos resultados do inventário.
O recurso chega às escolas via Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Além disso, o Programa Mais Educação está inserido no Plano Brasil Sem Miséria, ação prioritária do Governo Federal. O IPHAN participa da iniciativa atuando na implantação de políticas públicas de patrimônio cultural entendendo-as, também, como políticas sociais e de educação, tendo a cultura como importante eixo de desenvolvimento local.
A parceria entre IPHAN e MEC teve início em 2010 e se consolidou com a participação do Ministério no II Encontro Nacional de Educação Patrimonial (II ENEP), realizado em Ouro Preto (MG) em julho de 2011. A partir de então, a Educação Patrimonial passou a integrar o macro-campo Cultura e Artes do Programa Mais Educação.
Nos sites do IPHAN e do MEC está disponível o material de orientação para a realização do inventário e a utilização das fichas. Esse material pretende familiarizar o público escolar com conceitos importantes para o trabalho como, por exemplo, cultura, memória e identidade. O IPHAN irá disponibilizar também, na continuidade da parceria, um repertório de possíveis ações educativas ligadas ao tema.
O Programa Mais Educação envolve, atualmente, 30 mil escolas das redes municipais e estaduais e integra as ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), como uma estratégia do Governo Federal para induzir a ampliação da jornada escolar e a organização curricular, na perspectiva da Educação Integral. Essa estratégia promove a ampliação de tempos, espaços, oportunidades educativas e o compartilhamento da tarefa de educar entre os profissionais da educação e de outras áreas, as famílias e diferentes atores sociais, sob a coordenação da escola e dos professores.
Trata-se da construção de uma iniciativa intersetorial entre as políticas públicas educacionais e sociais, contribuindo, desse modo, tanto para a diminuição das desigualdades educacionais, quanto para a valorização da diversidade cultural brasileira. Desta forma, há o reconhecimento de que a educação deve ser pensada para além dos muros da escola, e considerar a cidade, o bairro e os bens culturais como potencialmente educadores.
Fazem parte do programa o Ministério da Educação, o Ministério da Cultura, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, o Ministério da Ciência e Tecnologia, o Ministério do Esporte, o Ministério do Meio Ambiente, o Ministério da Defesa e a Controladoria Geral da União.
Outras notícias sobre Educação Patrimonial no endereço http://educacaopatrimonial.wordpress.com/
 Fonte: DAF - ASCOM. 

Curso de HQ por Giorgio Galli



O quadrinhista e jornalista Giorgio Galli, criador do gibi “Salomão Ventura – Caçador de Lendas“, está lançando um curso de histórias em quadrinhos em sua cidade, Araruama, na Região dos Lagos, interior do Rio de Janeiro. O curso é voltado para principiantes de todas as idades a partir de 12 anos.
“Essa é a terceira vez que monto esse curso“, informa Giorgio. “No final dos anos 90 preparei a primeira edição, e foi um sucesso. Chegamos a fazer duas exposições na Casa de Cultura da cidade com o trabalho dos alunos, além de lançarmos uma série de fanzines com HQs criadas por eles“.
O curso é baseado no método da Marvel Comics, principalmente o livro clássico “How To Draw Comics The Marvel Way“, de Stan Lee e John Buscema, entre outros. “Gosto muito desse livro pois passa os conceitos básicos de uma HQ de forma bem simples e didática“, afirma Giorgio. Nas aulas, são abordados assuntos como anatomia, diagramação e composição, figuras em ação, arte-final (tradicional e digital), criação de personagens e fundamentos de roteiro. “Não é preciso saber desenhar. É preciso, isso sim, amar fazer quadrinhos“, completa o professor.
Quem for das redondezas e tiver interesse, pode entrar em contato com Giorgio para fazer sua reserva. A previsão do início das aulas é maio.
Para maiores informações sobre dias, horários e valores, acesse a página do curso no facebook:www.facebook.com/gicohq
Serviço: Curso de Histórias em Quadrinhos Gico HQ!
Local: Av. John Kennedy, 150 – sala 211 – centro – Araruama – RJ
Tels. (22) 26649262 / 8831-9262. Fonte: Zine Brasil

Glauco ganha exposição na Caixa Cultural São Paulo



CAIXA Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111, São Paulo/SP) inaugura, no próximo sábado, 4 de maio, às 16h, a exposição inédita Abobrinhas da Brasilônia, do cartunista Glauco Vilas Boas (1957-2010).
A ideia da exposição, além da homenagem ao talento desse cartunista, é fazer uma viagem pelos últimos 30 anos de história política no Brasil, na qual se sobrepuseram movimentos políticos e governantes que ofereceram farto material e argumentos ao olhar sensível e aguçado de Glauco.
Com desenhos originais, obtidos do acervo particular da família, o público poderá conhecer parte da produção que encantou leitores de jornais durante quase 30 anos.
A expografia foi elaborada pensando em atingir um público diverso, entre adultos, jovens e crianças, com desenhos originais, fotografias, cartuns, charges, animação e linha do tempo do artista. A exposição está organizada em três momentos: apresentação, charge política e homenagens ao artista.
No dia da abertura, às 19h, acontecerá uma conversa com Angeli e Laerte, companheiros de Glauco. A ideia é que eles mostrem a visão de quem conviveu, pessoal e profissionalmente, com o cartunista, falando um pouco do seu processo criativo, sua sensibilidade, do impacto de seu trabalho, tanto nos momentos políticos do país quanto a sua influência para toda uma geração. Fonte: UHQ

I Concurso de Histórias em Quadrinhos de Cachoeiras de Macacu



O I Concurso de Histórias em Quadrinhos de Cachoeiras de Macacu é uma iniciativa da Secretaria de Cultura em parceria com o blog HQFan e pretende estimular e premiar Histórias em quadrinhos que abordem algum aspecto ou tema relacionado a cidade de Cachoeiras de Macacu (RJ), como lendas, mitos, curiosidades, história oral, história escrita, cotidiano, cenários, personagens e memória do município.
De acordo com os organizadores, o concurso já recebeu muitas confirmações de participação – inclusive de outros estados – e para estimular que outros quadrinhistas embarquem nesta ação as inscrições foram prorrogadas. A nova data final para recebimento de trabalhos é 3 de junho.
As histórias criadas para este concurso não precisam ser completamente inspiradas na cidade de Cachoeiras de Macacu, mas é obrigatório que contenham personagens (reais ou fictícios), ou cenários (com base em fotos, por exemplo), ou fragmentos do texto inspirados em conteúdos culturais de Cachoeiras de Macacu. Para auxiliar o processo de criação artística dos quadrinhistas, a organização do Concurso disponibilizará em seu blog materiais de apoio referentes ao tema do concurso (a cidade de Cachoeiras de Macacu), tais como fotos, textos, links para sites, contatos de historiadores e artistas locais, entre outros.
Veja o texto completo AQUI. 
Fonte: impulso HQ.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Monteiro Lobato em quadrinhos



Adaptações de histórias mitológicas e da literatura universal feitas pelo autor são publicadas em coleção de HQs na Caixa Monteiro Lobato em quadrinhos

Junte na mesma receita um punhado de personagens clássicos com a linguagem dinâmica dos quadrinhos. Tempere tudo com o charme eterno da Emília, da Narizinho, do Pedrinho e do Visconde, e o resultado só pode ser dos mais apetitosos: uma caixa especial com seis adaptações de Monteiro Lobato recontadas em HQ, lançamento da Globinho, selo infantil da Globo Livros, editora que publica toda a obra do autor no Brasil.

A Caixa Monteiro Lobato em quadrinhos revela a diversidade de fontes de inspiração do escritor, além de seu esforço em tornar conhecidas no Brasil, em sua época, importantes narrativas que influenciaram a cultura no mundo todo.

Da mitologia grega, o autor tomou emprestadas as lendas do Minotauro e de Hércules para escrever duas das mais célebres narrativas envolvendo a turma da boneca Emília. Da literatura universal, veio a matéria-prima para um volume composto exclusivamente de fábulas revisitadas pelo escritor, além das recriações das histórias de Dom Quixote e de Peter Pan, recontadas com intervenções da turma do Sítio.

Por fim, da própria História brasileira, Lobato resgata a viagem real do aventureiro alemão Hans Staden, que escapou de ser devorado por indígenas em um Brasil recém-descoberto.

Nas adaptações para quadrinhos, o esforço de Lobato de trazer ao público infantil essas histórias ganha uma linguagem vibrante e dinâmica, característica dos quadrinhos – uma conhecida porta de entrada dos pequenos para o mundo da leitura.

Títulos da Caixa Monteiro Lobato em quadrinhos - Dom Quixote das crianças - Peter Pan – Fábulas - Aventuras de Hans Staden - O Minotauro - Os doze trabalhos de Hércules

Caixa Monteiro Lobato em quadrinhos - Editora: Globinho - Autor: Monteiro Lobato
Gênero: Infantil - Indicação: a partir de 8 anos - 17,5 x 23 cm - R$ 99,90 (caixa com seis livros). Fonte: www.impulsohq.com.br

quarta-feira, 1 de maio de 2013

O Vira Lata em coletânea pela Peixe Grande

O Vira Lata

O Vira Lata (formato 17 x 24 cm, 440 páginas, R$ 69,00), escrito por Paulo Garfunkel e desenhado por Libero Malavoglia.
O álbum, publicado pela Peixe Grande, reúne a graphic novel de estreia do personagem, publicada em 1991, na série Grande Aventuras Animal, sete edições produzidas especialmente para os detentos do Carandiru entre 1993 e 2000 (com tiragem de 10 mil exemplares cada uma) e a história inédita Na Amazônia.
Além disso, a edição apresenta o Vira Lata Dossiê, um interessante apanhado da trajetória do personagem, em 16 páginas de matérias. Um belo trabalho do editor Toninho Mendes.
Na capa do livro, abaixo do nome dos autores, há o crédito de "supervisão científica" para Drauzio Varella. Isso porque foi o renomado médico quem, após ler a primeira história do personagem, sugeriu aos autores utilizar o Vira Lata no trabalho de prevenção à Aids que desenvolvia no Carandiru.
Assim, o personagem foi adaptado para os códigos ético, estético e moral dos detentos, sempre mesclando ação e sexo. O trabalho chegou, inclusive, a ser tema de pesquisas acadêmicas, e as edições distribuídas no presídio se tornaram objetos de colecionador.
O Vira Lata será vendido - somente para maiores de 18 anos - nas gibiterias atendidas pela Comix.
Via  UHQ


terça-feira, 30 de abril de 2013

Ditadura no Ar: ficção ambienta nos anos de chumbo

Ditadura No Ar #2

Ditadura No Ar é uma história em quadrinhos policial ambientada no regime militar brasileiro. Criada pelo roteirista e editor Raphael Fernandes e pelo desenhista Abel, a HQ é publicada em formato digital.
Até o momento, o leitor acompanha o fotógrafofreelancer Félix Panta investigando o paradeiro de sua namorada comunista Nina, capturada pelo DEOPS durante um protesto contra o regime militar. Seus planos deram errado e, além de não encontrar a garota, teve sua máquina fotográfica danificada.
Na segunda edição, Félix é contratado para acompanhar um repórter novato ao esconderijo de Samarca, um guerrilheiro de esquerda que conseguiu fugir de um presídio militar. Sabendo que ele foi capturado no mesmo final de semana que Nina, o fotógrafo vê nesse trabalho uma chance de conseguir alguma pista.
Inicialmente publicada na internet, a HQ migrou para o formato impresso, rendendo ao roteirista Raphael Fernandes a indicação na categoriaRoteirista Novo Talento no Troféu HQ Mix.
Via UHQ
Ditadura No Ar #2 tem 28 páginas coloridas, em formatinho, e custa R$ 8,00.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Independência ou morte, mesmo! D. Pedro I enfrenta Zumbis em Graphic Novel

Independência ou Mortos
O selo Nerdbooks, criado por Alexandre Ottoni e Deive Pazos - também conhecidos na internet como, respectivamente, Jovem Nerd e Azaghal -, lançou ano passado a sua primeira graphic novel depois de já ter publicado três livros.
Trata-se de Independência ou Mortos (formato 17 x 26 cm, 160 páginas, papel couché, capa dura, preço ainda não revelado), escrito por Abu Fobiya - pseudônimo de Fábio Yabu - e ilustrado por Harald Stricker.
A obra, que levou dois anos em desenvolvimento, reconta a história da vinda da família real portuguesa para o Brasil em 1808 e a atrapalhada fuga de D. João VI com sua esposa Carlota Joaquina e seus filhos Pedro e Miguel. Mas a viagem torna-se um verdadeiro pesadelo quando o navio é subitamente tomado por zumbis devoradores de carne humana.
Quando o horror se espalha para as terras brasileiras, caberá a D. Pedro "Mão de Martelo" libertar o país dos zumbis e do domínio português. Se interessou? A venda está ocorrendo exclusivamente na loja virtual Nerdstore.
Via UHQ

domingo, 28 de abril de 2013

Conheça atletas que já foram reproduzidos em histórias em quadrinhos



O atacante Neymar, do Santos e a personagem Magali, de Mauricio de Sousa. Vale lembrar que cada um dos quatro personagens principais do desenhista possuem um time do coração. Além da santista no desenho acima, Cascão é corintiano, Cebolinha é palmeirense e Monica é são-paulina.


Com a recente estreia das histórias em quadrinhos do atacante Neymar, do Santos, em conjunto com a empresa do famoso desenhista Mauricio de Sousa, o Virgula Esporte reuniu uma série de outros atletas que também já foram retratados em historinhas infantis.
Com o esporte sempre servindo de exemplo de valores familiares, os quadrinhos costumam dar um ar infantil aos personagens, como o do próprio Neymar, ou de Ronaldinho Gaúcho ou Pelé, ou até mostrar os esportistas como super-heróis, como os olímpicos Giba, do vôlei, e César Cielo, da natação.
Em outro caso interessante, a versão italiana dos quadrinhos de Pato Donald, da Disney, fez um especial em que grandes jogadores aparecem transformados em patos.
Os Super Atletas é uma ideia da agência Effectr Sports, que traz Diego Hypólito (ginástica olímpica), Sandro Dias (skate) Giba (vôlei) e César Cielo (natação) como super-heróis dotados de poderes fantásticos, cada um com sua habilidade. Na série, cada um ganhou um codinome: Diexgon, Sundiax, Gibonx e Sealox, respectivamente 

Giba, ou "Gibonx", o Super Atleta
Tuffon” (Buffon, do Juventus), “Gattoso” (Gattuso, do Milan), “Cannapapero” (Cannavaro, do Real) e “Pony” (Luca Toni) estiveram na versão italiana do gibi do personagem Pato Donald, da Disney
O sueco Zlatan Ibrahimovic também já foi reproduzido nas histórias em quadrinhos do Pato Donald da Itália
Pelezinho, de Mauricio de Sousa
Quadrinho da mesatenista Belissa Lisboa, jovem atleta amapaense campeã das Olimpíadas Escolares de 2010 
Ronaldinho Gaúcho, de Mauricio de Sousa
Ronaldo, de Mauricio de Sousa
Maradoninha, Pelezinho, Ronaldinho e Ronaldo
Neymar, por Mauricio de Sousa
Fonte: André Nespoli - Vírgula
Reconhecemos a baita qualidade da matéria do André, mas como já havíamos divulgado em tempo real outras adaptações de atletas para HQs, nos sentimos na obrigação de contribuirmos na ampliação dessa gaeria."Entônce"... 

No início deste ano o atacante camaronês Samuel Eto'o apresentou durante o Festival Internacional de História em Quadrinhos de Angoulême, na França, o primeiro dos nove volumes de sua biografia contada em quadrinhos.(+ Aqui)
Zé Augusto atacante do Payssandu também foi convertido em super-herói no finalzinho de 2012, dentro de um projeto de marketing do clube paraense. (+ Aqui)

ANDERSON SILVA  e CHAEL SONNEN foram convertidos em super-heróis dentro de uma campanha do UFC(+ Aqui)

Doutorzinho
O saudoso Dr. Socrátes também foi embrado, infeizmente só após seu falecimento. (+Aqui)

sábado, 27 de abril de 2013

Bate bola de quadro a quadro


Reforços estrangeiros

DicoEm qualquer lugar do mundo onde haja futebol e se produza HQs, pode-se testemunhar a união de ambos. Do Chile, com o Condorito (às vezes ele aparecia de chuteiras e com uma bola na mão, vindo de alguma pelada), à Argentina, com o jogador Dico (o personagem, criado em 1971 pelo desenhista José Luis Salinas, era artilheiro do Estrela F.C. e participava de aventuras policiais fora de campo).

Ambos foram publicados no Brasil em revistas próprias, pela RGE, respectivamente nos anos 80 e 70. O condor chileno ainda voltou às bancas brasileiras em curta temporada, no começo da década de 1990, pelaEditora Maltese.

Até o frio e "burocrático" futebol da Alemanha tem representantes nos quadrinhos. Kick Wilstra, criado por Henk Sprenger, era um jogador que enfrentava bandidos nas horas vagas. O personagem fez muito sucesso entre os alemães, na década de 1950.
Kick WilstraE não só aqui os personagens Disney demonstram paixão pelo futebol. Em países como Dinamarca, França e Itália, também chegados numa pelota, é muito comum encontrar histórias do gênero.Almanaque Disney 365Uma das mais memoráveis foi feita pelos italianos e publicada no Brasil em 1986. Nela, Mickey e Pateta tentam voltar no tempo, mais precisamente para 1970, para tirar fotografias exclusivas da final da Copa do Mundo entre Brasil e Itália. Tudo dá errado e eles acabam indo para o futuro, exatamente no dia e local da disputa da Copa 86. Enquanto o jogo se desenrola, são mostradas apenas as expressões dos personagens, que ficam sabendo, antecipadamente, quem venceu o campeonato.

A capa de Peninha # 1, lançamento da Abril em agosto de 2004, é outra prova do quanto os italianos gostam do esporte. O desenho foi feito na Disney Itália, e mostra o pato atrapalhado ao lado de Huguinho, Zezinho e Luisinho num campo de futebol alagado.


Os CampeõesCuriosa foi a história O som da arena, feita nos Estados Unidos e protagonizada por Cable, um dos muitos mutantes da Marvel Comics. Publicada aqui na Wizard # 12 (Panini Comics, setembro de 2004), mostrou, em algumas páginas, aquilo que todo mundo lá fora já sabe: brasileiro é apaixonado por futebol. As cenas apresentavam o herói no Rio de Janeiro observando um garoto mutante batendo uma pelada na praia com seus amigos e usando superpoderes para cabecear uma bola que vinha muito alta.

Os chamados quadrinhos autorais também prestaram sua homenagem ao futebol. Vários cartuns do argentino Mordillo (cultuado na Europa e pouco conhecido aqui), e Os Campeões(lançado no Brasil pela Meribérica/Líber), obra do turco Gürcan Gürsel, são dois excelentes exemplos. Donos de traços diferentes entre si, têm em comum a paixão pelo esporte das massas e um humor inteligente que se traduz na forma como produzem seus álbuns: gags puras, sem nenhum balão ou recordatório, no máximo uma onomatopéia aqui e ali.
Hors JeuO também argentino Sergio Más lançou, em 1998, o livro de cartunsFutbol de Más, com a participação de alguns cartunistas brasileiros.

E um futebol futurista, com jogos violentos em verdadeiras batalhas campais, foi mostrado, em 1987, na obra Hors Jeu, de Enki Bilal e Patrick Cauvin.

Ainda há O mini-guia do futebol, HQ dos franceses Bruno Madaule e Gaston. Publicado recentemente em vários países da Europa, o álbum bem que poderia circular pelo Brasil, já que Portugal verteu a obra para nossa língua.
O mini-guia do futebolDe nossa pátria-mãe vem Pantera Negra Eusébio, homenagem em HQ ao maior jogador português da história do futebol, o atacante Eusébio, artilheiro da Copa da Inglaterra, em 1966. O álbum foi lançado em 1990 pelaMeribérica, com desenhos de Eugénio Silva.

Até na terra do Sol nascente, sem nenhuma tradição futebolística (mas que vem se interessando pela coisa há alguns anos - Zico que o diga!), vez ou outra se produz alguma HQ com o tema.

Em 1982, surgiu o mangá Captain Tsubasa (criado por Yoichi Takahashi), com as aventuras do jovem Oliver Tsubasa, que sonhava em ser campeão de juniores pelo Japão. O primeiro tomo da série foi até 1989.
Captain TsubasaNo ano de 1994 veio o segundo tomo, no qual o personagem jogava no São Paulo. Isso se justificava pelo fato de o clube ter ganhado duas decisões da Copa Intercontinental Toyota, em Tóquio, em 1992 e 1993 e gozar de muito prestígio por lá. Nas histórias ainda apareciam outros times brasileiros, como Flamengo e Grêmio. Recentemente, Tsubasa se transferiu para o Barcelona.

Por aqui, o personagem só deu as caras em animê. O mangá ainda é publicado no Japão, numa nova série, com a impressionante tiragem semanal de 1,5 milhão de exemplares.

O mais recente trabalho de Yoichi Takahashi também é sobre futebol: Syukan Shonen Champion, também inédito no Brasil.

O Rei em quadrinhos
Pelézinho 50 anos de PeléPelé, o maior expoente do futebol em toda a História e talvez a personalidade mais conhecida do planeta, já honrou as HQs com sua presença. Além de contracenar com o Zé Carioca, o Rei ainda apareceu na capa do especial Super-Homem versus Muhammad Ali, publicado no Brasil nos anos 70, pelaEbal. Na ilustração, ele assiste à luta ao lado de outras figuras famosas da política e das artes.

Assim como se formaram mitos em torno das façanhas de Pelé nos gramados, também existe uma lenda sobre ele nos quadrinhos. Lee Falk, criador do Fantasma, afirmou numa entrevista ao Jornal da Tarde (de São Paulo), em 1996, que o rei do futebol ajudou o Espírito-que-Anda numa aventura produzida no Brasil.

O fato é que não se sabe que editora realizou tal façanha: RGE/GloboSaber ou Ebal, que publicaram o herói em diferentes épocas em nosso país. Infelizmente, não se encontra registro dessa história, mas se o próprio Lee Falk disse que ela existe...

No final da década de 1970, Pelé ganhou participação mais que efetiva nos quadrinhos, quando Mauricio de Sousa criou Pelezinho. Estreando em tiras de jornal e depois ganhando seu próprio gibi na Editora Abril, o personagem fez muito sucesso não só no Brasil, mas em outros países da América do Sul.
PelézinhoOs coadjuvantes de Pelezinho eram todos baseados em amigos de infância do Rei. Um dos mais divertidos da turma era o (arremedo de) goleiro Frangão. Até Dondinho, o pai de Pelé, aparecia nas histórias.

A revista mensal do pequeno craque durou até 1982, e por mais quatro anos foram lançados almanaques periódicos com republicações, incluindo os especiais da Copa do Mundo de 82 e de 86 (em duas edições).

Quando os Estúdios Mauricio de Sousa foram para aEditora Globo, o personagem ganhou um almanaque em 1988, além do especial Copa 90 (que apresentava histórias inéditas, e numa delas havia até um encontro entre Pelé e Pelezinho) e um álbum em comemoração aos 50 anos do rei do futebol.

Em 1990, Mauricio de Sousa cogitou a volta do personagem com um visual bem diferente, agora um pré-adolescente. Anos depois, em 2002, essa nova imagem foi apresentada em propagandas nas revistas da Turma da Mônica e em sites pela internet. Mas a idéia não seguiu adiante.

Restou só a saudade do maior craque que os quadrinhos já revelaram para o futebol - ou seria o contrário?

Supercraques

Em 1995, o então diretor de redação da revista Placar, Marcelo Duarte, teve a idéia de revitalizar as mascotes dos clubes de futebol, as quais achava ultrapassadas. Pensou em algo que significasse o poder e a força que os times representam.
SupercraquesA Era Image, na qual supertipos anabolizados e anatomicamente inverossímeis eram a bola da vez, estava no auge. Assim, sob encomenda do jornalista, a equipe do estúdio Art & Comicsseguiu a tendência e transformou as velhas e passivas mascotes nos Super-Heróis da Bola: Mega Timão (Corinthians), Power Urubu (Flamengo), Lança-Chamas (Botafogo), Cyberpork (Palmeiras), Galo Vingador (Atlético-MG), Fox (Cruzeiro) e outros formavam o mais novo esquadrão de paladinos da justiça.

Editora Abril pretendia popularizá-los até que pudessem ganhar uma revista própria. Durante vários números da Placar, eles foram tema de matérias, capa de edição e chegaram a ganhar um superpôster e uma história curta. Mas a iniciativa não surtiu efeito, as vendas não demonstraram que o público ficara animado com a inovação e o projeto foi engavetado.

De qualquer forma, foi um divertido exercício de imaginação que entrou para a história da mais longeva revista de esportes do País.
Lendas da Bola, de Milton TrajanoTambém em 1995, inspirado nas "supermascotes", este articulista fez uma montagem que consistia no Ciclope (líder dos X-Men), vestindo a camisa do Flamengo e segurando a cabeça do ex-jogador Renato Gaúcho, o então algoz do time rubro-negro (autor do gol que tirou o título carioca do rubro-negro naquele ano). Batizada de X-Mengo, a imagem foi publicada na Placar especial de 100 anos do time carioca.

Mas os quadrinhos continuaram fazendo parte da revista. Tiras de humor e charges são seções fixas na Placar há muitos anos. A hilária coluna Lendas da Bola, de Milton Trajano, é um belo exemplo disso.

Diante de tudo que se viu, não resta dúvida: nos quadrinhos o futebol também é alegre, faz sorrir e chorar, produz tabelas perfeitas e até as goleadas surgem com mais freqüência.

O único problema é que não é possível xingar o juiz. Mas isso parece não fazer falta, pois os leitores já têm seu próprio saco de impropérios: o editor.

Via UHQ

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Editora Conrad é condenada por plágio em HQ nacional


Em 2001, a Conrad Editora foi processada e condenada por plágio, na 2° Vara Cível do fórum de Pinheiros/SP.
Na decisão da demanda, referente ao álbum Chibata! João Cândido e a Revolta que abalou o Brasil, de autoria de Olinto Gadelha Neto (roteiro) e Hemeterio (arte), a editora deveria apreender todos os volumes e publicar uma nota de esclarecimento em jornais de circulação nacional, além de indenizar por danos morais e materiais.
A ação foi ajuizada pelo dramaturgo César Vieira, com a intenção de demonstrar que vários trechos da HQ foram plagiados de sua peça teatral João Cândido do Brasil - A Revolta da Chibata.
Na época, a editora recorreu da decisão. No último dia 16 de abril, a 1ª Câmara do Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, em decisão de segunda instância, condenou a editora por unanimidade.
Diversos órgãos da imprensa repercutiram a notícia.
Assim, a Conrad deverá indenizar César Vieira em valor calculado a partir do número de exemplares vendidos, pagar uma indenização por danos morais e ainda publicar a sentença em três grandes jornais de circulação nacional. Fonte: Universo HQ.

Em comemoração aos 40 anos, Salão de Humor de Piracicaba lança site novo



O Salão Internacional de Humor de Piracicaba celebra quatro décadas em 2013. Como parte das comemorações, o CEDHU Piracicaba (Centro Nacional do Humor Gráfico) lança no dia 22 de abril o novo site do histórico evento, com novidades em seu layout, conteúdo e interatividade. O endereço virtual permanece o mesmo: www.salaodehumor.piracicaba.sp.gov.br

INSCRIÇÕES – Para participar da histórica edição dos 40 anos do Salão, artistas profissionais e amadores devem inscrever suas caricaturas, cartuns, charges e tiras/HQs até o dia 19 de julho. Os prêmios somam R$ 43 mil e os trabalhos podem ser enviados pela internet ou via Correios. Em 2013, o Salão acontece de 24 de agosto a 20 de outubro.
Até 29 de maio, o CEDHU Piracicaba também recebe inscrições para o 3º Concurso de Microcontos de Humor, com envio de trabalhos para o e-mail microcontos@piracicaba.sp.gov.br. Os textos devem ter até 140 caracteres e caráter humorístico. Aos três primeiros lugares serão concedidos, respectivamente, R$ 800, R$ 500 e R$ 300. Os 100 melhores contos serão reunidos em antologia e serão expostos num painel no 40o Salão.
Também estão abertas, até 12 de agosto, as inscrições para a 11a edição do Salãozinho de Humor de Piracicaba, pelos Correios ou pessoalmente, na sede do CEDHU (avenida Maurice Allain, 454, Parque do Engenho Central, CEP 13405-123). A participação é restrita a estudantes das redes pública e privada com idade entre 7 e 14 anos. O regulamento dos três concursos estão disponíveis no site.
Veja o texto completo no site:  www.salaodehumor.piracicaba.sp.gov.br.
Via EMT

Ex-ministra da justiça da França tentou interditar HQ biográfica por abuso de privacidade

Rachida - Aux Noms De Peres
Rachida Dati, ministra da Justiça da França no governo de Nicolas Sarkozy, pediu a interdição da publicação do álbum Rachida - Aux Noms De Peres, por abuso de privacidade. Ela está pedindo 100 mil euros por danos morais.
Tribunal Superior de Versailles rejeitou o pedido, determinando que a HQ não infringe os direitos de privacidade, uma vez que a própria ex-ministra alimentou a mídia durante os últimos anos, e que se trata apenas uma sátira política.
A HQ, da editora 12 Bis, tem roteiro do jornalista Yves Deray e desenhos de Paulo Marco (pseudônimo de Marc Renier) e Bernard Swyssen.
O enredo mostra uma sátira de Dati e sua filha, Zohra, de quatro anos, cuja paternidade permanece em segredo e é motivo de especulação por parte da mídia na vida real. O personagem principal é um detetive que deseja revelar a identidade do pai da criança.
Dati, de 47 anos, foi eleita subprefeita do 7e Arrondissement de Paris (um dos 20 distritos administrativos da capital francesa) em 2008, e é deputada da União Europeia desde 2009. Em 2013, assumiu a vice-presidência do partido Union pour un mouvement populaire (UMP). Ela era uma das candidatas à prefeitura de Paris, mas abandonou a corrida eleitoral recentemente.
Rachida - Aux Noms De Peres será lançado hoje, 25 de abril, tem 48 páginas e custa 12 euros.
Rachida - Aux Noms De PeresRachida - Aux Noms De Peres

via UHQ

terça-feira, 16 de abril de 2013

Editora Adonis abre inscrições para Concurso Agostinho de Cultura


Período para enviar obras se iniciou no dia da poesia (14 de março) e se encerra no dia do escritor (25 de julho)
Com intuito de revelar novos talentos da literatura o Concurso Agostinho de Cultura, realizado pela Editora Adonis desde 2008, chega este ano a sua 4ª edição. A iniciativa, que busca fomentar a produção literária aproximando escritores e o mercado editorial por meio da publicação de textos originais, encontra-se com inscrições abertas até o dia 25 de julho, dia do escritor.
O Concurso é o principal meio de edição e publicação dos principais títulos infantis e infantojuvenis do selo da editora, desde a primeira edição do concurso já são 9 obras  – entre vencedoras e indicadas pelo júri – publicadas e 7 no prelo.
O Concurso que já contemplou obras de 4 estados brasileiros (RJ, RS, SP e MG) está aberto para participação de escritores, com mais de 18 anos, que apresentem originais inéditos (não editados e não publicados), em prosa, direcionados a leitores entre 3 e 12 anos.
Os textos devem ser enviados à editora Adonis (Quarto Concurso Agostinho de Cultura. Endereço: Rua do Acetato, 189 – Distrito Industrial Abdo Najar – CEP: 13474-763) e possuir o Registro de Direito Autoral/EDA (Escritório de Direito Autoral), que tem por finalidade atribuir ao autor segurança quanto ao direito sobre sua obra (Lei nº 9.610/98). A identificação dos originais deverá ser feita por meio de pseudônimo escolhido pelo escritor. Os critérios para avaliação dos textos são: trabalho estético com a linguagem, coerência, construção do narrador, caracterização das personagens, ambientação e temporalidade, e potencialidade interpretativa.
O período para inscrições é de 14/03, dia da poesia, a 25/07, dia do escritor, datas selecionadas pela Editora para dar inicio e encerramento das inscrições. Para efeito de inscrição, será considerada a data de postagem do material encaminhado.
Outras informações sobre o Quarto Concurso Agostinho de Cultura podem ser obtidas pelo telefone (19) 3471.5608 ou emailcontato@editoraadonis.com.br. O regulamento completo encontra-se no site da editora www.editoraadonis.com.br/concurso.
Via EMT

Monteiro Lobato no Mundo das Tintas

O professor e cartunista Márcio Malta (Nico), está lançando mais um livro. Na obra analisa uma nova face do escritor Monteiro Lobato, a de interessado pelo mundo da pintura e caricatura. O leitor poderá  acompanhar não só a vertente de Lobato como estudioso do  gênero, mas também como cartunista e até mesmo animador.
O livro faz um mergulho  no mundo da imaginação e divulga mais uma faceta do polivalente e controvertido Monteiro Lobato. Conjugando referenciais teóricos, históricos e o uso de fontes primárias, a pesquisa é parte da dissertação de mestrado do autor, que versou sobre a identidade nacional brasileira nas charges da revista Careta, através do uso do personagem Jeca-Tatu, outra cria da pena de Monteiro Lobato.
Em um texto curto e prazeroso nos é apresentada a biografia de Monteiro Lobato, assim como as incursões no mundo das tintas desse que sem sombra de dúvidas é um dos maiores autores da literatura nacional.
Serviço:
Lançamento do livro: Monteiro Lobato no Mundo das Tintas: As incursões do escritor no campo da pintura e caricatura  (Selo Lapi), de Márcio Malta (Nico). 
Contato:  malta.marcio@gmail.com / 99375071. Conheça os trabalhos do autor no site: www.mundoemrabisco.com.
Via EMT

Pescando Imagens com Rede Textual: HQ como Tradução

Livro revela a interação entre literatura e quadrinhos
Pescando Imagens com Rede Textual: HQ como Tradução (formato 18 x 24 cm, 112 páginas, R$ 27,00) é um lançamento da Editora Peirópolis.
Não é de hoje que as artes se cruzam, inventando releituras, adaptações e recriações. A relação entre texto e imagem na tradução de clássicos da literatura universal para quadrinhos, que teve destaque durante o século XX e ganha novo ímpeto neste começo de milênio, é neste livro elevada ao estatuto de "tradução".
Para oferecer diferentes perspectivas do tema, as organizadoras Teresa Virgínia Ribeiro Barbosa, dos estudos literários, e Andreia Guerini, teórica da tradução, reuniram especialistas, roteiristas e quadrinhistas que revelam a poderosa interação entre a literatura e os quadrinhos e seu papel na formação do leitor literário. Fonte e texto: UHQ